O tétano pode ser fatal, mas é evitável com vacinação em dia e reforços periódicos na vida adulta. A orientação é procurar atendimento rapidamente após acidentes e ferimentos, além de manter a proteção atualizada.
A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Juliane Malta, afirma que pessoas com esquema vacinal completo e reforços atualizados têm risco significativamente menor de desenvolver a doença e suas complicações. Segundo ela, a proteção conferida pela vacina diminui gradualmente ao longo do tempo, o que torna recomendada uma dose de reforço a cada 10 anos na vida adulta.
A doença é causada pela bactéria Clostridium tetani, presente em objetos metálicos, galhos, água suja, vísceras de animais e até na poeira. O quadro pode surgir após um corte ou ferimento e, em geral, o primeiro sintoma costuma ser a dificuldade para abrir a boca, podendo evoluir para contrações musculares intensas e atingir a musculatura respiratória.
A taxa de letalidade do tétano fica entre 30% e 40%. No Distrito Federal, as coberturas vacinais, embora abaixo da meta de 95%, têm ajudado a evitar casos da doença. A última ocorrência foi registrada em 2019 e o último óbito, em 2007.
Em caso de acidentes, a recomendação é limpar imediatamente a ferida com água e sabão e procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível. Para gestantes, também há a dose dTpa, indicada para a proteção contra o tétano neonatal, que afeta recém-nascidos nos primeiros 28 dias de vida e pode ocorrer por contaminação do coto umbilical durante ou após o parto.
*Com informações da Agência Brasília