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Saúde

SUS amplia teleatendimento para dependentes de jogos de apostas

Serviço iniciado em março será reforçado ainda este ano e deve receber cerca de R$ 70 milhões

Redação Jornal de Brasília

19/06/2026 16h59

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Saúde pretende ampliar, ainda este ano, os atendimentos por telefone e por videochamadas para pessoas com problemas relacionados à dependência em jogos de apostas. A estratégia será reforçada por meio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), responsável por contratar empresas especializadas para ampliar a assistência gratuita a jogadores compulsivos.

O serviço com foco em jogos de apostas foi inaugurado em março deste ano, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, e já soma 6.912 usuários cadastrados após três meses. A expansão deve exigir cerca de R$ 70 milhões em investimentos até o fim deste ano e integra um plano mais amplo do ministério para prevenção, qualificação profissional e ampliação do acesso aos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Além do teleatendimento, a pasta prevê aplicar R$ 6 milhões em uma pesquisa nacional inédita para entender como jogos e apostas afetam a saúde dos brasileiros. A intenção é identificar os grupos mais afetados e os principais riscos da prática, de modo a orientar ações e políticas públicas de atendimento e prevenção no SUS.

Parte dos recursos para a execução do plano virá dos R$ 45,7 milhões recebidos pelo ministério em 2025, a título de destinação social. Questionado sobre se esse valor cobre os gastos adicionais com a demanda por atendimentos relacionados a jogos, o ministério afirmou não conseguir mensurar o custo específico desses casos, já que o atendimento ocorre junto a outros serviços de média e alta complexidade da Raps, que só em 2025 custaram aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Ainda assim, a pasta disse que a destinação social representa uma fonte relevante de financiamento, complementada pelo orçamento próprio.

Para acessar o teleatendimento em saúde mental do SUS, o interessado deve se cadastrar no aplicativo Meu SUS Digital, disponível nas lojas Android, iOS e na versão web. Depois, é preciso criar uma conta Gov.br ou usar uma já existente. A plataforma também reúne conteúdos sobre sinais de alerta, prevenção e impacto dos jogos na saúde mental, além de um autoteste validado por especialistas. Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o usuário é encaminhado automaticamente para o teleatendimento. Em casos de menor risco, a orientação é procurar apoio em Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A Ouvidoria do SUS também está treinada para orientar sobre o tema e atende pelo telefone 136, por teleatendimento, formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde, com informações protegidas pelas normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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