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Saiba mais sobre a 4ª dose e o caminho para frear nova onda de covid

Infectologista explica por que os níveis de transmissão da covid-19 no Brasil voltaram a crescer nas últimas semanas e como se proteger

Foto: Divulgação

As vacinas contra a covid-19 reduziram em muito o risco de adoecimento pela doença, em especial para as formas graves e suas sequelas. No entanto, dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos mostram que a proteção dos imunizantes tende a cair com o tempo, de maneira mais rápida para indivíduos idosos, mas também nas demais faixas etárias.

Segundo o Infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Victor Bertollo, a variante ômicron, predominante hoje no Brasil, tem maior capacidade de evadir à resposta protetora das diferentes vacinas contra covid-19. Um estudo publicado na revista Lancet (2022) indica que os imunizantes evitaram quase 20 milhões de mortes em todo o mundo. Somente no Brasil, as estimativas variam entre 700 a 880 mil mortes evitadas.

Bertollo aponta que a literatura médica é muito robusta ao indicar a necessidade da dose de reforço, pois recupera a proteção perdida contra esta variante pelo esquema primário de vacinação. “Estudo médico publicado em Israel aponta aumento na proteção imunológica com a segunda dose de reforço. Desta forma, as terceira e quarta doses para assegurar um resguardo contra a covid-19”, explica o infectologista.

“Com relação a qual vacina utilizar, o Ministério da Saúde está recomendando as vacinas Pfizer, AstraZeneca ou Janssen para o reforço, independente do esquema vacinal previamente utilizado. O reforço com estas vacinas teve grande capacidade de amplificação da resposta imunológica, sendo que determinados esquemas heterólogos (vacinas diferentes no reforço em relação ao esquema primário) tiveram resposta superior ao uso do reforço com a mesma vacina”, completa Bertollo.

Freando a contaminação em massa

O infectologista explica que, com a vacinação, os casos e sintomas de covid-19 tendem a ser mais leves, sendo facilmente confundidos com crises alérgicas, resfriados e viroses. Porém, ainda se faz necessário manter algumas das medidas de prevenção antes estabelecidas, como evitar aglomerações, utilizar máscara em locais fechados e manter ambientes ventilados, além de ter atenção aos sintomas potenciais de covid-19 para realizar a testagem e isolamento, mesmo para casos leves.








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