O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) vem usando a pesquisa clínica como ferramenta para ampliar o acesso da população do SUS a terapias inovadoras e para fortalecer a produção científica dentro da rede pública de saúde.
Segundo a instituição, os ensaios clínicos desenvolvidos em parceria com centros nacionais e internacionais de referência oferecem novas possibilidades terapêuticas a pacientes com doenças graves ou sem resposta clínica disponível. Entre os relatos citados pela reportagem, está o de Fillipe Heydfeld, cuja mãe passou a integrar um ensaio clínico no IgesDF após o diagnóstico de leucemia.
A neurologista Letícia Rebello afirma que esse tipo de estudo ajuda a criar caminhos para opções terapêuticas com eficácia e segurança. A gastroenterologista Liliana Mendes destaca que, em alguns casos, os estudos permitem acesso a drogas em avaliação para pessoas que já esgotaram outras alternativas de tratamento.
Familiares também relatam impacto na rotina dos pacientes. Kleber Petronio afirmou que a possibilidade de tratamento por meio da pesquisa clínica foi um “divisor de águas”, com melhora na qualidade do atendimento e das expectativas da família.
Além de ampliar possibilidades terapêuticas, os ensaios clínicos também são apontados como instrumentos para validar procedimentos e aprimorar condutas médicas. O ortopedista Davi Haje diz que pesquisas com dados próprios ajudam a confirmar se o caminho adotado está correto e a aumentar a segurança dos pacientes.
A reportagem também relaciona a pesquisa clínica a avanços recentes na medicina, como o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. Para o infectologista Tazio Vanni, esses estudos permitiram criar novas vacinas e enfrentar uma das maiores crises sanitárias dos últimos 100 anos. Já o infectologista Julival Ribeiro ressalta que a investigação científica continua sendo essencial para descobrir novos antimicrobianos e novas drogas para tratar o câncer.
No IgesDF, o suporte aos projetos é feito pela Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), por meio da Gerência de Pesquisa, responsável pelo acompanhamento dos fluxos institucionais e pelo apoio técnico e regulatório necessário à condução dos trabalhos. A enfermeira Laryssa Bezerra afirma que, além da parte técnica, há acolhimento e construção de vínculos com participantes e familiares.
A diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Ferraz, afirma que a pesquisa clínica representa esperança, inovação e compromisso com uma assistência em saúde mais qualificada e humana. A gerente de Pesquisa, Ana Carolina Lagôa, diz que cada trabalho conduzido na instituição fortalece a ciência, transforma conhecimento em cuidado e impacta diretamente a vida das pessoas.
A matéria foi publicada em referência ao Dia Internacional da Pesquisa Clínica, celebrado em 20 de maio. Pessoas interessadas em participar ou desenvolver estudos clínicos no IgesDF podem procurar a Gerência de Pesquisa para conhecer os projetos em andamento e os critérios de participação.
Com informações do IgesDF