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Saúde

Obesidade infantil exige atenção das famílias e hábitos saudáveis

Especialistas alertam para sinais de excesso de peso em crianças e defendem mudanças simples na rotina alimentar dentro de casa.

Redação Jornal de Brasília

03/06/2026 16h58

Foto: Divulgação/IgesDF

Foto: Divulgação/IgesDF

Especialistas do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reforçam a importância de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida para prevenir a obesidade infantil. O alerta foi feito nesta quarta-feira (3), Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil.

A preocupação com o tema também aparece na rotina de famílias como a da assistente administrativa Thaynara Aguiar, que percebeu sinais de excesso de peso na filha, Vallentina Louzeiro, de 7 anos. A menina comia em grande quantidade, repetia as refeições e passou a sentir dores nos joelhos, além de enfrentar comentários desagradáveis na escola.

Segundo o pediatra do HRSM Luis Henrique Costa, o aumento dos casos de sobrepeso entre crianças está relacionado a mudanças no estilo de vida, com mais consumo de alimentos industrializados e congelados, mais tempo diante das telas, menos atividade física e hábitos alimentares inadequados. Ele afirma que o excesso de peso na infância pode aumentar o risco de hipertensão, diabetes, dores articulares, alterações hormonais e impactos emocionais.

Thaynara conta que decidiu rever a rotina alimentar da família, retirando refrigerantes, doces e outros produtos ultraprocessados do dia a dia. A mãe também passou a orientar a filha a comer com mais calma e a respeitar os sinais de saciedade. Com as mudanças, Vallentina perdeu cerca de cinco quilos e passou a ter mais disposição e bem-estar.

A nutricionista Ingrid Oliveira destaca que a prevenção começa dentro de casa e não exige mudanças radicais. Segundo ela, frutas, legumes e verduras devem fazer parte da alimentação diária, e pequenas escolhas podem fazer diferença na saúde das crianças. Para a especialista, o consumo excessivo de ultraprocessados pode comprometer o crescimento, a saúde óssea, o equilíbrio hormonal e o bem-estar emocional de crianças e adolescentes.

O tema ganha dimensão ainda maior diante de um cenário global preocupante. Segundo relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma em cada cinco crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos está acima do peso no mundo, o que representa cerca de 391 milhões de jovens, quase metade deles já com obesidade.

Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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