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Saúde

Inverno aumenta gatilhos e exige cuidados com a asma

Especialistas alertam que viroses, ambientes fechados e poeira acumulada podem agravar crises, sobretudo entre crianças e adolescentes

Redação Jornal de Brasília

12/07/2026 11h30

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Fotos: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

O inverno tende a aumentar os gatilhos da asma, especialmente entre crianças e adolescentes, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Janelas fechadas, maior circulação de vírus e o contato com poeira acumulada em cobertores e casacos guardados estão entre os fatores que podem agravar o quadro.

O coordenador da Comissão Científica de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Emilio Pizzichini, afirmou que o frio, em si, não é o principal responsável pelas crises. Para ele, o risco cresce porque as viroses se espalham mais no período e podem desencadear inflamações em pessoas que não mantêm a asma controlada.

Pizzichini destacou que o tratamento deve ser mantido ao longo de todo o ano, já que a maioria dos casos exige cuidado contínuo. Ele também apontou a vacinação contra influenza, Covid e vírus sincicial respiratório (VSR) como medida importante para reduzir o risco de agravamento da inflamação, crise e hospitalização.

Dados do Datasus levantados pela organização Umane mostram que crianças e adolescentes de 0 a 14 anos responderam por 70,5% das internações por asma em julho de 2024. No mês, foram 4.034 internações nessa faixa etária, quase o dobro das 2.108 registradas em janeiro. Ao longo de 2024, o Brasil contabilizou 52.087 internações por asma, sendo 73,7% em pessoas de até 14 anos.

A pneumologista Marcela Marques, do Atendimento Multiassistencial de Saúde da Umane, recomendou manter a casa arejada, com sol, sem mofo nem umidade, além de evitar brinquedos acumulados no quarto, bichos de pelúcia, cobertores e a varrição, preferindo pano úmido ou aspirador. Ela também alertou para a proximidade com fumantes de cigarro comum, cigarro eletrônico ou narguilé.

Segundo a especialista, a orientação dos serviços de saúde sobre tratamento e plano de crise pode reduzir idas frequentes ao pronto-socorro e novas internações. Ela defende que a família seja instruída sobre os gatilhos da asma e sobre o que fazer quando os sintomas começam.

O alergista e imunologista Pedro Giavina-Bianchi, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), reforçou que o inverno favorece a permanência em locais fechados e aglomerados, o que facilita a transmissão de vírus e aumenta as crises. Ele recomendou evitar contato com pessoas gripadas ou resfriadas, manter a vacinação em dia, incluindo a pneumocócica, e destacou que a máscara também ajuda a reduzir a transmissão de vírus respiratórios.

Com informações da Agência Brasil

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