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Saúde

Frio amplia riscos à saúde de idosos no Distrito Federal

Especialistas alertam para infecções respiratórias, desidratação e complicações cardiovasculares durante os períodos de baixa temperatura.

Redação Jornal de Brasília

19/06/2026 10h20

geriatria

Idosos devem procurar avaliação médica em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa e apatia, entre outros sintomas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Nas ruas, casacos, luvas e cachecóis anunciam a chegada do frio ao Distrito Federal. Para os idosos, no entanto, a queda das temperaturas traz riscos maiores e exige cuidados específicos, segundo especialistas da Secretaria de Saúde (SES-DF).

De acordo com Larissa de Freitas Oliveira, referência técnica distrital em geriatria da pasta, os períodos frios registram aumento de casos de infecções respiratórias, como gripe, covid-19 e pneumonia, além de doenças crônicas, como asma e bronquite. Com o envelhecimento, a redução de massa muscular, de tecido subcutâneo e as alterações na circulação sanguínea dificultam a regulação da temperatura corporal.

As baixas temperaturas também provocam vasoconstrição, quando os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor, o que pode elevar a pressão arterial e exigir maior esforço do coração. A especialista afirma que estudos associam temperaturas mais baixas ao aumento de eventos cardiovasculares, incluindo infarto agudo do miocárdio e AVC.

Além dos riscos respiratórios e circulatórios, a desidratação preocupa. Mesmo em períodos mais quentes, muitos idosos já não sentem tanta necessidade de ingerir líquidos; no frio, essa percepção diminui ainda mais. A menor ingestão de água pode favorecer tonturas, queda súbita da pressão arterial, confusão mental, constipação, infecções urinárias e piora da função renal.

Para reduzir os riscos, a orientação é manter os ambientes protegidos de correntes de ar, usar roupas adequadas em camadas, cobertores e meias, especialmente à noite e nas primeiras horas da manhã, além de manter alimentação equilibrada e ingestão regular de líquidos. Familiares e cuidadores também devem incentivar a oferta de água ao longo do dia e observar sinais como boca seca, redução do volume urinário, urina escura, sonolência ou piora do estado geral.

Os idosos devem procurar avaliação médica em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa, dor no peito, palpitações, tontura, desmaios, confusão mental, sonolência excessiva, piora importante do estado geral ou sinais de desidratação. A médica destaca ainda que, nessa faixa etária, infecções nem sempre se manifestam com febre, podendo aparecer como prostração, perda de apetite, fraqueza ou alterações comportamentais.

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