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Saúde

Fisioterapia ajuda pacientes a recuperar autonomia após AVC no HRSM

Atendimento especializado no Hospital Regional de Santa Maria é voltado à reabilitação funcional e ao retorno das atividades do dia a dia.

Redação Jornal de Brasília

24/06/2026 13h19

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Vítima de um AVC, Joana Darc Vigilato faz fisioterapia no HRSM e já apresenta avanços que surpreendem a família | Fotos: Divulgação/IgesDF

Pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) encontram no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) um atendimento de fisioterapia especializado em neurofuncional adulto, voltado à recuperação de movimentos, da autonomia e da rotina diária. O serviço é ofertado no ambulatório da unidade e recebe, em sua maioria, pessoas que tiveram AVC.

Segundo a fisioterapeuta responsável pela área, Michelle Xavier da Silva, os pacientes chegam em diferentes fases da recuperação. “Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica.

O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico de acordo com as dificuldades que mais impactam a rotina.

“Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular para auxiliar na recuperação funcional.

Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresentava avanços percebidos pela família. A filha, Francimar Santos, diz que repete em casa os exercícios orientados no atendimento. “Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata.

A fisioterapeuta também destaca que a reabilitação exige participação da família. “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, pontua.

Após a convocação pela regulação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Se houver necessidade de continuidade, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento.

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