Menu
Saúde

DF se consolida como referência nacional em aleitamento materno

A rede da Secretaria de Saúde reúne ações como salas douradas, selo dourado e bancos de leite humano com classificação padrão-ouro. Dados da Atenção Primária apontam índices acima da média nacional no aleitamento exclusivo e continuado.

Redação Jornal de Brasília

20/05/2026 10h42

20.5. foto matheus oliveira agência saúde df processo de pasteurização e controle de qualidade do leite materno fotos matheus

Graça Cruz, da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF: “Quando a gente protege o aleitamento materno, estamos contribuindo para a formação de um adulto mais saudável” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

No Dia Mundial do Aleitamento Materno, a rede de serviços da Secretaria de Saúde do Distrito Federal é apresentada como referência nacional na área, com iniciativas que incluem salas douradas, selo dourado, dispensa da taxa de inscrição em concursos públicos para doadoras de leite materno e a atuação dos bancos de leite humano.

Segundo a coordenação de políticas de aleitamento materno da SES-DF, o reconhecimento resulta do trabalho de uma rede de profissionais e do apoio da população. Entre as ações destacadas estão também o método Canguru, que estimula o contato pele a pele entre pais e recém-nascidos, a regulação da atuação de doulas nas unidades de saúde desde 2020 e a classificação dos 14 bancos de leite humano como Padrão-Ouro pela Fiocruz e pela Rede Nacional de Bancos de Leite Humano.

A política de amamentação no DF teve uma das primeiras versões em 1993, com a Lei nº 454, de 14 de junho daquele ano. Desde então, outras medidas foram adotadas na capital para reforçar a proteção ao aleitamento materno.

Os resultados também são considerados positivos. De acordo com o mais recente boletim sobre o estado nutricional e o consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde do DF, mais de 68% das crianças menores de 6 meses receberam aleitamento materno exclusivo, e 90,5% desse grupo apresentaram peso adequado.

O índice supera a média nacional em mais de 20% e atinge a meta da Organização Mundial da Saúde de pelo menos 50% de aleitamento materno exclusivo até 2025. No aleitamento materno continuado, até os dois anos ou mais, 72,5% das crianças acompanhadas no DF estavam nessa condição, percentual quase 30% acima da média nacional, de 43,4%.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado