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Conscientização no Dia Mundial de Parkinson

É uma doença neurodegenerativa crônica onde há perda de neurônios dopaminérgicos, levando a alterações motoras

Foto: Agência Brasil

Neste domingo (11) é o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, data para alertar e conscientizar a população dessa doença que faz parte das Síndromes Parkinsonianas (várias doenças agrupadas, com características parecidas).

É uma doença neurodegenerativa crônica onde há perda de neurônios dopaminérgicos, levando a alterações motoras com alterações no tônus, postura e movimentos voluntários. A fisiopatologia da doença se deve a uma diminuição do neurotransmissor dopamina em uma região do cérebro chamada gânglios da base.

Sintomas

Os sintomas principais são: tremor de repouso (que desaparece durante movimento), rigidez e lentidão dos movimentos, interpretado pelo paciente, muitas vezes, como fraqueza. A postura fica fletida, inclinada para frente, o que predispõe a quedas. Com a evolução da doença, outros sintomas podem aparecer, como dificuldade para engolir e perda de memória.

É preciso ficar alerta: nem todos os tremores são devidos à doença de Parkinson.

É possível evitar ou reverter sintomas iniciais?

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A professora do CEUB e especialista em tratamentos para doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer, Jacqueline Coimbra, explica, “é importante ressaltar que a DP não tem cura, ou seja, não há tratamento que impeça a progressão da doença ou que recupere os neurônios perdidos ao longo do tempo. O tratamento é sintomático e visa melhorar a qualidade de vida do paciente”. Completa ainda que o objetivo do tratamento é minimizar ao máximo os sintomas motores e não motores da doença.

Tratamento

As pessoas se enganam quando acham que o tratamento das doenças parkinsonianas se resume a medicamentos. A médica geriátrica e professora do CEUB, Tatiana Cristina Peron, explica que é essencial manter os músculos fortes e ativos. Garantir o equilíbrio do corpo para evitar quedas e facilitar os movimentos. Ou seja, a fisioterapia é essencial.

Para os remédios do tratamento é levado em consideração a idade de início da doença no paciente e efeitos colaterais que podem ser danosos para aquela pessoa em particular.

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Se você já tem a doença de Parkinson, é importante se exercitar em casa todos os dias e tomar as medicações corretamente.

Tatiana ainda explica que se tem alguém na família com Parkinson, é preciso estimular a atividade física e ajudar para que o paciente tenha condições de realizar fisioterapia e fonoterapia, conforme indicado. Propor algumas mudanças no domicílio para evitar quedas e assim manter o paciente independente para suas atividades por mais tempo (como por exemplo, barras de apoio no banheiro).

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