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Saúde

Câncer renal desafia diagnóstico precoce no DF

Doença costuma evoluir sem sinais nas fases iniciais e muitas vezes é descoberta em exames feitos por outros motivos.

Redação Jornal de Brasília

18/06/2026 9h34

hrsan hospital regional asa norte

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é uma das unidades de saúde do DF que atuam com cirurgia oncológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

O câncer renal é apontado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal como um desafio para o diagnóstico precoce, sobretudo porque costuma ser silencioso nas fases iniciais. Segundo o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da SES-DF, Gustavo Ribas, mais da metade dos tumores renais é descoberta em exames realizados por outros motivos, como ultrassonografia ou tomografia do abdômen.

De acordo com a pasta, a ausência de sintomas iniciais e a falta de um programa de rastreamento populacional fazem com que muitos casos permaneçam silenciosos por anos. No Distrito Federal, são registradas aproximadamente 45 ocorrências anuais da doença.

Os sintomas mais comuns do câncer renal incluem sangue na urina, dor lombar persistente, massa palpável na região abdominal ou lombar, perda de peso sem explicação, fadiga, febre prolongada sem causa aparente e anemia. Entre os exames usados para identificação estão ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada com contraste, ressonância magnética em situações específicas, testes laboratoriais de sangue e urina e biópsia, quando indicada.

A SES-DF reforça que a detecção precoce é fundamental para o controle da doença. Quando o tumor é identificado ainda localizado no rim, as chances de controle e cura são altas, geralmente por meio de tratamento cirúrgico.

Na rede pública, a porta de entrada preferencial para a investigação é a unidade básica de saúde. A partir da primeira consulta, são solicitados exames de rastreio e, conforme o caso, o paciente é encaminhado para atendimento especializado. A rede do DF conta com hospitais regionais com atividade em cirurgia oncológica em Sobradinho, Ceilândia, Gama e Asa Norte, além de unidades de alta complexidade em oncologia no Hospital de Base, no Hospital Universitário de Brasília e no Hospital Regional de Taguatinga.

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