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Saúde

ANS propõe ampliar mamografia digital sem restrição de idade ou gênero

Consulta pública vai ouvir a sociedade sobre a cobertura do exame, hoje limitada a mulheres de 40 a 69 anos com indicação médica.

Redação Jornal de Brasília

23/06/2026 17h52

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) defende a obrigatoriedade de cobertura da mamografia digital para todas as pessoas, desde que haja indicação médica. A proposta foi aprovada pela diretoria colegiada da reguladora no dia 8 e agora será submetida à participação social antes de uma decisão final.

A consulta pública aberta esta semana busca ouvir contribuições da sociedade civil sobre a ampliação do exame, hoje coberto apenas para mulheres de 40 a 69 anos, com pedido do médico assistente. As manifestações para a Consulta Pública 173 podem ser enviadas até 11 de julho, no site da ANS.

A mamografia digital é considerada uma versão mais avançada do exame convencional e um dos principais recursos para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque. Segundo a ANS, o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Entre as vantagens apontadas pela agência estão a menor exposição à radiação, o menor tempo de compressão da mama durante o exame e o armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

A iniciativa de ampliar a cobertura partiu da própria ANS após discussões na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). Na comissão, a maioria defendeu que o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico e que a restrição atual poderia prejudicar ou atrasar o acesso oportuno ao diagnóstico de câncer de mama.

A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, afirmou que a agência busca permanentemente aperfeiçoar as coberturas garantidas aos clientes dos planos de saúde. Segundo ela, com a evolução tecnológica e a ampla utilização da mamografia digital nos serviços de saúde, não há mais justificativa para manter restrições de idade ou gênero para um exame tão importante.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

Com informações da Agência Brasil

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