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Salles ganha almoço de desagravo com Bolsonaro e costelão na véspera de Cúpula do Clima

O convescote, nesta quarta-feira (21), aconteceu na casa do ministro Fábio Faria (Comunicações) e contou com a presença do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI)

Foto; REUTERS/Adriano Machado

DANIEL CARVALHO
BRASÍLIA, DF

Na véspera da Cúpula do Clima, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ganhou um almoço de desagravo com participação do presidente Jair Bolsonaro, ministros e líderes do centrão.

O convescote, nesta quarta-feira (21), aconteceu na casa do ministro Fábio Faria (Comunicações) e contou com a presença do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Diversos convidados publicaram fotos do encontro, no qual foi servido um costelão, acompanhadas da hashtag #FicaSalles, numa tentativa de rivalizar nas redes sociais com a mensagem #ForaSalles.

O ministro da Casa Civil, o general Luiz Eduardo Ramos, não aparece nas fotos, mas foi um dos primeiros a publicar mensagem de apoio ao colega. No ano passado, os dois protagonizaram uma crise com trocas de farpas públicas. Foi quando Salles se referiu a Ramos como “maria fofoca”.

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Na véspera do encontro internacional organizado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, Salles se equilibrou entre tranquilizar empresários que temem prejuízos com a postura do Brasil na área ambiental e acenos a apoiadores ideológicos nas redes sociais em busca de suporte contra críticas.

Logo após indicar a representantes do PIB nacional que as ações para atingir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030 serão iniciadas imediatamente, Salles foi ao Twitter rebater uma postagem da cantora Anitta que dizia “#FORASALLES, desserviço para o meio ambiente”.

“Fica na sua aí, ô Teletubbie”, respondeu o ministro, em referência ao personagem infantil. Horas depois, Anitta e outros artistas passaram a compartilhar em redes sociais um vídeo em inglês em que pedem a Biden que os Estados Unidos não façam um acordo com o Brasil.

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“Dar dinheiro aos piores inimigos da Amazônia não vai mudar quem eles são. Não confie em Bolsonaro”, diz o vídeo narrado em inglês e com legendas em português.

Um outro vídeo, desta vez em português e com legendas em inglês, diz “hey, Joe, não caia nessa. Hey, Joe, não entre nessa. A boiada vai passar, ele não vai defender, ele não sabe escutar. A Amazônia vai arder”.

A cantora também publicou enquetes, marcando Salles nas publicações, questionando onde vive o mico-leão-dourado e o que faz um ministro do Meio Ambiente. O titular da pasta retrucou: “Se você conseguir demonstrar, sem ajuda de outra pessoa, que sabe quais são as capitais do Brasil ou pelo menos os nomes dos seis biomas brasileiros a gente começa conversar… [sic]”.

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Salles também respondeu a publicação de Sonia Guajajara, coordenadora-executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e ex-candidata do PSOL a vice no pleito de 2018. “Eu toda ajeitada aqui e animada para derrubar esse governo genocida. #ForaSalles #ForaBolsonaro Diga ao povo que avance!”, escreveu Sonia. Salles reagiu com um “bu”, o bonequinho de um fantasma e a hashtag #FicaSalles.

Pessoas próximas ao ministro disseram que as manifestações de Ricardo Salles nas redes sociais buscam apoio da militância virtual bolsonarista. Embora não seja considerado um integrante da ala ideológica, ele é próximo a este núcleo, respaldado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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