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Política & Poder

Zema sobre não ter sido procurado por Vorcaro: assombração sabe para quem aparecer

E para mim não apareceu mesmo, e nem vai aparecer. Eu fiz um governo sem escândalo, sem esquema”, disse Zema, durante participação em painel do Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja.

Redação Jornal de Brasília

15/06/2026 12h45

Zema

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, defendeu sua postura firme contra o crime organizado quando era governador e salientou que, mesmo morando na mesma cidade que o banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, nunca se encontrou com o empresário. “Eu falo que a assombração sabe para quem aparecer. E para mim não apareceu mesmo, e nem vai aparecer. Eu fiz um governo sem escândalo, sem esquema”, disse Zema, durante participação em painel do Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja.

E pontuou: “O banqueiro bandido mora em Belo Horizonte, para onde eu me mudei há 8 anos. Morando na mesma cidade dele, nunca o encontrei.”

Para Zema, a ocorrência do escândalo envolvendo o Master mostrou a ineficiência de instituições de controle, como Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal no País.

Zema ainda disse que é favorável à definição das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, em referência à decisão tomada pelos Estados Unidos. Ele disse ser a favor de cooperação internacional para o combate ao crime, mas frisou que o País também tem pessoas capazes para fazer isso.

“Eu enquadraria as facções, organizações criminosas como organizações terroristas, e colocaria toda a estrutura, todo o aparato de segurança nacional que o governo federal tem. Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícia Federal, Coaf, Receita Federal. O Brasil precisa de uma força-tarefa para combater o crime que colocou tentáculos em todos os lugares”, detalhou o presidenciável.

Entre suas propostas de combate ao crime, o ex-governador mineiro mencionou a proposta de que criminosos que sejam detidos por uma terceira vez não poderiam mais ser colocados em liberdade. “Virou uma repetição e um modo de vida”, disse. Zema também defende que haja maior rigidez com criminosos que tentam romper tornozeleira eletrônica.

STF

Questionado sobre sua agenda pela moralização do Poder Judiciário e o combate “aos intocáveis”, Zema disse se tratar de um grande desafio, mas que pode ser alcançado porque ele não tem “rabo preso” com ninguém. Sobre o Supremo Tribunal Federal, Zema disse que defende que haja uma idade mínima para ser indicado à Corte.

“Ir para o Supremo é a mesma coisa que ser papa. A gente não vê ninguém chegar lá no Vaticano para ser papa com 35 anos, como acontece aqui no Supremo. Seria o coroamento de uma longa carreira como um jurista, ou no mundo acadêmico, para alguém que realmente merece”, disse o pré-candidato.

Ele também pontuou que o presidente da República tem muita liberdade para fazer indicações aos tribunais no País.

Nesse sentido, ele disse que foi uma “aberração” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar para o STF o seu antigo advogado, em referência ao ministro Cristiano Zanin. “Você precisa eliminar essas aberrações do presidente colocar lá o advogado dele, o ministro dele, o advogado do PT, que é o que tem acontecido. Faltou colocar a mulher e o filho só”, reclamou.

Defesa das privatizações

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo voltou a defender a agenda de privatizações no País. Ele disse que pretende “privatizar tudo” e que essas receitas seriam direcionadas para reduzir a dívida pública.

Zema não citou nominalmente quais empresas pretende privatizar, mas, em evento na última semana, em São Paulo, o coordenador para a área econômica do Novo nestas eleições, Carlos da Costa, disse que a Petrobras e o Banco do Brasil estariam incluídos nesse plano de privatizações.

“Se privatizar, o dinheiro vai para abater dívida. Só nisso teremos uma economia gigantesca. A dívida pública está caminhando para R$ 10 trilhões e, com essa taxa de juros, o governo está gastando R$ 1,5 trilhão por ano, de juros”, disse Zema.

Emendas parlamentares

O ex-governador de Minas também criticou o nível de gastos que as Emendas Parlamentares tomarem do Orçamento e defendeu um maior controle na concessão de benefícios sociais.

Impostos

Entre suas propostas em um eventual futuro governo, Zema mencionou ainda a necessidade de redução de impostos para atrair investimentos em áreas estratégicas, como a transformação digital.

Nesse sentido, ele disse que pretende reduzir a alíquota-padrão do futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 28% para 25% em até dez anos.

Estadão Conteúdo.

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