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Brasil

Votação do código florestal deve ficar para quarta-feira

Arquivo Geral

24/04/2012 23h48

A votação da reforma do Código Florestal caminhava na noite desta terça-feira para mais um adiamento, na tentativa de evitar um grande racha na base de apoio do governo na Câmara, com os principais partidos da base de apoio do Planalto em guerra aberta. “Vamos encurralar o nosso inimigo de campanha hegemônico, o PT”, discursou o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) em reunião da bancada do partido. A principal tese ruralista, apoiada pelo PMDB _ de barrar a exigência de recuperação das áreas desmatadas às margens de rios nas propriedades rurais_, foi previamente derrotada por conta das regras de votação no Congresso. A exigência de recuperar pelo menos 15 metros das Áreas de Preservação Permanente foi aprovada pela Câmara e pelo Senado e, por isso, não pode ser mais retirada da reforma do Código Florestal. Esse entendimento foi antecipado pelo presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) pouco antes das 22h, quando caminhava para o plenário para dar início à votação.

No mesmo momento, o líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), defendeu o adiamento da votação para mais uma tentativa de acordo. O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (SP) reconheceu a divisão da base de apoio do Planalto e voltou a insistir num acordo. “Devemos enfrentar uma batalha regimental e não descartaria que isso vá a uma disputa na Justiça”, afirmou. Até o fechamento desta edição, o plenário não havia decidido se o debate entraria pela madrugada.

A grande polêmica da reforma do Código Florestal é a exigência de recuperação de uma faixa mínima das APPs. O projeto do Senado prevê a recuperação de uma parcela do passivo ambiental, estimado em 330 mil quilômetros quadrados. As Áreas de Preservação Permanente devem ter entre 30 metros e 500 metros às margens de rios, mas o que já foi desmatado deve recompor entre 15 metros e 100 metros. Apenas os pequenos proprietários ficam autorizados a recuperar uma faixa menor do que essa.

O gabinete da liderança do principal aliado do governo no Congresso abrigou a contabilidade de votos e debate das estratégias para tentar derrubar o governo. Dilma Rousseff foi criticada por se manter “intransigente” contra a proposta de anistiar produtores rurais que desmataram as beiras de rios de suas propriedades até 2008. O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Homero Pereira (PR-MT), temia o resultado da votação mantivesse os produtores rurais numa situação de insegurança jurídica. Atualmente, apenas uma parcela dos produtores segue a lei ambiental. A maioria está sujeita a multas.

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    Votação do Código Florestal deve ficar para quarta-feira

    Arquivo Geral

    28/04/2011 14h21

    A votação do Código Florestal na Câmara deve ocorrer na próxima quarta-feira (4) em sessão extraordinária. O líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que o relatório, do jeito que está, pode ser votado por meio de acordo.

     

    “O relatório de Aldo Rebelo [PCdoB-SP] é muito equilibrado e o discurso está completamente afinado no governo”, disse.

     

    Antes da votação do código é preciso analisar outras medidas provisórias consideradas prioritárias pelo governo. Entre elas, a MP 517, que prorroga por 25 anos a Reserva Global de Reversão (RGR). Trata-se da destinação de 1,5% da conta de luz para um fundo do governo. Por ano, o fundo arrecada mais de R$ 1 bilhão. “Cerca de 60% do Luz para Todos, por exemplo, veio do RGR”, explicou Vaccarezza. “Nos desastres das chuvas em Santa Catarina, o RGR também foi usado.”

     

    O líder do governo disse ainda que pretende votar a MP 521 no início de maio. A proposta trata da flexibilização das regras para licitações de obras de eventos como Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.

     

    “Elaboramos um texto com o Tribunal de Contas da União, com a oposição e com o governo. Um texto equilibrado, dentro dos preceitos constitucionais que permite a aceleração das condições de licitação”, afirmou.

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