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Política & Poder

Uma década após a primeira posse de Lula, partido entra em 2013 com o desafio de vencer a má fase

Arquivo Geral

01/01/2013 7h00

Rudolfo Lago

redacao@jornaldebrasilia.com.br


Neste 1º de janeiro de 2013,  além da chegada do Ano Novo, o PT tem outro motivo para comemorar: hoje, o partido completa dez anos de exercício ininterrupto do poder. Em termos democráticos, é o período mais longo em que um único partido ficou na Presidência da República desde o fim da ditadura de Getúlio Vargas, em 1945. Somente a Arena, durante os 21 anos de ditadura militar, teve poder por mais tempo.

 

Lula terminou seus oito anos de mandato como o presidente mais popular da história do País. Ao sucedê-lo, Dilma Rousseff tornou-se a primeira mulher a exercer a presidência e fecha a primeira metade de seu governo também com altos índices de popularidade e com grandes chances de se reeleger. Assim, é estranho que, às vésperas de comemorar o decanato no poder, em vez de sorrisos, os semblantes dos petistas estejam na verdade carregados de preocupação.

 

“Atravessamos uma das maiores crises da história do nosso partido”, analisa o senador Jorge Viana (AC). “Não vivemos um momento fácil. Tivemos algumas das mais importantes figuras do PT recentemente atingidas e assistimos à orquestração de uma campanha que visa atingir as que restaram e o nosso partido”, concorda o senador Humberto Costa (PE). “Nós temos um grande desafio pela frente em 2013: o que fazer para que a próxima década supere a primeira? Como avançar?”, questiona Viana.

 

O problema para o PT e os petistas é que surgem de forma nítida no fim desta primeira década os contrastes entre o que houve de positivo e negativo no período. O ano de 2012 fecha com o anúncio da menor taxa de desemprego no País desde 2002: 4,9%. Mesmo com um crescimento muito aquém das expectativas (1,5% do Produto Interno Bruto), o Brasil está longe de sentir da mesma forma que países da Europa ou mesmo vizinhos como a Argentina os efeitos da crise econômica mundial. A era PT fez emergir uma nova classe média, tirou milhões de pessoas da pobreza e da miséria e viu o País passar a exercer papéis mais relevantes na economia mundial.

 

A queda de dirceu

 

Mas a década do PT no poder termina também marcada pela mancha da corrupção. Quando Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto em 2003, ao seu lado estava, como comandante supremo do partido e das articulações políticas do governo, o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. O ano de 2012 termina com Dirceu condenado a mais de dez anos de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha. Ele foi, no entendimento do Supremo Tribunal Federal, o chefe da quadrilha que arquitetou o mensalão, um “sofisticado” esquema de compra de apoio político para os planos de poder do PT.

 

Saiba Mais

 

Em artigo sobre os dez anos de governo do PT, a presidente Dilma Rousseff destacou   o crescimento da inclusão social, com o combate à desigualdade, além da solidez econômica do Brasil, nos oito anos do governo Lula e nos dois anos de sua gestão.

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