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Política & Poder

Um rebelde que virou fiador do ex-adversário

Arquivo Geral

20/05/2013 9h52

Ele já foi visto como uma das poucas vozes dissonantes do PMDB e tem um longo currículo pela defesa da democracia e por sua atuação nacional combatendo os anos de chumbo do governo militar. Hoje, tornou-se a pedra de toque na base que equilibra um potencial arqui-adversário do petismo, seu antigo rival Eduardo Campos. 

 

Sempre disposto a defender suas opiniões — agradem ou não — o senador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) tem se mostrado como um personagem coadjuvante que pode ajudar a mudar as regras do jogo político em 2014.

 

Esquerda não-petista

Adversário histórico do PT desde 2002 e vinculado ao governo de Fernando Henrique Cardoso desde a primeira hora, Vasconcelos se afastou do PSDB, mas não dos seus pontos de vista. A ruptura foi com o presidente nacional da legenda, o deputado federal Sérgio Guerra, também pernambucano, devido a questões do seu estado. 

 

E, em função das articulações para as eleições municipais em Recife, no ano passado, aliou-se a um antigo adversário, o governador Eduardo Campos, por quem tem trabalhado nos bastidores, em Brasília e durante viagens a São Paulo, para arregimentar adesões por parte de políticos que estejam insatisfeitos com os seus partidos.

 

Serra no jogo

Um dos principais alvos dessa busca de Jarbas Vasconcelos tem sido o ex-ministro e ex-governador José Serra, com quem sempre teve um bom relacionamento. “Serra é um dos grandes quadros da política brasileira. Se ele se ajusta diante do PSDB e passa a ser ouvido e a ser uma voz dentro do partido não cabe a mim tentar puxá-lo. Mas se ele estiver numa situação de desconforto, aí eu faço isso. Serra não teve  tratamento adequado após a eleição. Não tenho por que fazer ataques ao PSDB, mas estou dando minha opinião”, afirmou o senador, poucas semanas atrás, ao confirmar que entrou em contato com Serra.

 

Aliança futura

A intenção inicial do grupo que trabalha para a candidatura de Eduardo Campos é de que, se Serra optar por uma candidatura ao governo de São Paulo, migrando para o partido que está sendo criado pela fusão entre o PPS e o PMN, pode  apoiar a Campos para presidente.

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