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Política & Poder

Toffoli reage a relatório de CPI e sugere cassar quem atacar instituições

Segundo ele, “a Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusam do seu poder para obter votos num proselitismo eleitoral”

Redação Jornal de Brasília

14/04/2026 20h27

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Foto: Rosinei Coutinho/STF

São Paulo, 14 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli afirmou nesta terça-feira, 14, que o relatório final da CPI do Crime Organizado pode levar seus autores a terem os mandatos cassados. Segundo ele, “a Justiça Eleitoral não faltará em punir aqueles que abusam do seu poder para obter votos num proselitismo eleitoral”.

“É preciso por fim imediato a essa sanha de que atacar determinadas instituições dá voto. Atacar instituições é atacar o Estado democrático de direito, é atacar a democracia”, acrescentou. As declarações foram feitas na abertura da sessão da Segunda Turma da Corte.

O relatório final da CPI, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pede o impeachment dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do STF; e do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, por supostas ações no caso do Banco Master.

De acordo com o relatório, os ministros e o chefe da PGR cometeram crimes de responsabilidade previstos na Lei 1.079/1950 por ações e omissões no caso.

Ao comentar o conteúdo do parecer, Toffoli disse que a iniciativa pode configurar abuso de poder e gerar sanções eleitorais. “Não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições, para obter voto e conspurcar o voto do eleitor. Porque é disso que se trata, quando surge um relatório aventureiro desse. É tentativa de obter votos”, afirmou.

O ministro também classificou o documento como “completamente infundado”, sem base jurídica ou sustentação em fatos.

Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes também criticou o documento da CPI. Ele afirmou que o pedido de indiciamento de integrantes do STF representa um “erro histórico”, que não tem fundamento legal e reflete um uso indevido das atribuições da comissão.

Para Gilmar, o relator Alessandro Vieira, delegado de carreira, “se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal por ter concedido um habeas corpus”.

O ministro do STF Flávio Dino, que não é citado pela CPI, saiu em defesa da Corte pelas redes sociais. Em post no Instagram, ele classificou como um “imenso erro” tratar o Supremo como o principal problema do País e criticou o fato de o relatório não apontar nomes diretamente ligados ao crime organizado.

Estadão Conteúdo

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