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Suspeito de ataque com drone em ato de Lula tem condenações por roubo e estelionato

O detido foi identificado como Rodrigo Luiz Parreira, 38, e é agropecuarista, segundo seu advogado

Por FolhaPress 21/06/2022 10h05
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Leonardo Augusto
Belo Horizonte, MG

Um dos três homens detidos pela Polícia Militar sob suspeita de organizar o ataque com drone contra participantes de ato com o ex-presidente Lula (PT) em Uberlândia na semana passada tem condenação por estelionato em Minas Gerais, por roubo em Goiás e já foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

O detido foi identificado como Rodrigo Luiz Parreira, 38, e é agropecuarista, segundo seu advogado.

Rodrigo Luiz e outros dois homens foram detidos em flagrante sob suspeita de comandar o voo do drone sobre o local onde o ato foi realizado, na quarta-feira (15), despejando um líquido contra as pessoas que aguardavam a chegada de Lula e do pré-candidato do PSD ao governo, Alexandre Kalil.

Várias pessoas relataram terem sido alvejadas. O relato era que o líquido exalava odor parecido com o de fezes.

Os três foram detidos e liberados depois de assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência. O drone foi apreendido. O equipamento era adaptado para operações em lavouras.

O MPF (Ministério Púbico Federal) abriu investigação para apurar o caso, já que inicialmente, se trata de situação envolvendo drones, que são regulamentados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

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No decorrer das investigações, conforme o MPF, a Polícia Federal também poderá ser acionada. Um dos pontos que será investigado pela Procuradoria é exatamente qual era a substância lançada pelo drone.

Uma hipótese é que o líquido utilizado contra a plateia que aguardava por Lula e Kalil seja o Target, destinado a combate a insetos em estábulos.

Questionado pela reportagem, o advogado Benedito dos Reis Vieira, que defende Rodrigo Luiz, disse que não conversou com seu cliente sobre a motivação para o ataque no ato político nem sobre qual substância foi lançada do aparelho.

O advogado entende que seu cliente deverá prestar informações à Justiça somente em relação ao uso do drone. “É considerado um crime de pequeno potencial”, disse.

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O suspeito de organizar a ação tem duas passagens pelo sistema prisional de Minas Gerais, conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

Uma foi no Presídio de Uberlândia, por quase dois meses, em 2015. A outra foi no Presídio de Tupaciguara, que, assim como Uberlândia, fica no Triângulo Mineiro, no período de 2 a 17 de abril de 2020.

Dentro do mesmo processo, Rodrigo Luiz ficou detido ainda de 17 de abril de 2020 a 23 de maio de 2020, novamente no Presídio de Uberlândia, quando passou para prisão domiciliar com utilização de tornozeleira eletrônica. O monitoramento foi retirado por determinação judicial em agosto de 2020.

Os motivos das passagens pelo sistema prisional não são informados pela secretaria.

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Em 10 de abril de 2015, o agropecuarista e outras cinco pessoas começaram a responder processo sob acusação de estelionato na 4ª Vara Criminal de Uberlândia.

A acusação foi por falsa denunciação de crime envolvendo suposto desvio de carga de caminhão.

Em 17 de maio de 2020, o juiz Paulo Roberto Caixeta proferiu sentença, em primeira instância, contra Rodrigo Luiz aplicando pena de dois anos e seis meses de prisão, que foram transformados em pena alternativa. Nesses casos, os sentenciados podem, por exemplo, cumprir a pena prestando serviços à comunidade.

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O advogado de Rodrigo Luiz não fala sobre a acusação de estelionato contra seu cliente, apesar de ser o responsável pela defesa do agropecuarista na ação.

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O outro processo em que Rodrigo Luiz foi condenado foi por roubo pela Justiça de Goiás em 2005, quando tinha 21 anos.

Neste caso, porém, ele não foi para a prisão, por ter sido beneficiado pelo regime semiaberto harmonizado. O sistema permite ao condenado permanecer em casa à noite, quando deveria retornar à penitenciária, conforme previsto no regime semiaberto convencional.

A condenação de Rodrigo Luiz por roubo em Goiás consta no Sistema Eletrônico de Execução Unificado. Os registros no sistema mostram o mesmo nome da mãe que está nos controles da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas.








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