Da redação
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Com a classe política na berlinda, nenhum nome apresenta vantagem consolidada na disputa pelo governo do Distrito Federal na próxima eleição. Mapeamento produzido pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD) e publicado ontem (09/07) pelo jornal Correio Braziliense, 91% dos brasilienses não sabem até o momento em quem votarão para administrar o Palácio do Buriti após 2018. A taxa de rejeição dos nomes com potencial para concorrer bate a casa dos 60%.
Entre o eleitorado, 60,7% não votariam de jeito nenhum no senador Cristovam Buarque (PPS). Jofran Frejat amarga uma taxa de rejeição de 62,7%. O senador Reguffe (sem partido) é rejeitado por 62,8%, enquanto o deputado federal Alberto Fraga (DEM) é descartado por 66,5%. O presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Joe Valle (PDT), apresenta taxa de 67,2%. A deputada federal Érika Kokay (PT) padece de 68,9%. O deputado distrital Chico Leite (Rede) sofre aversão de 70,6%. Bispo Rodovalho (PP) não encontra a fé de 70,9%. Por fim, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não recebe os votos de 73,3% dos eleitores.
Consequentemente, as taxas de aceitação são baixas. Buarque teria os votos de 22,1% da população. Jofran Frejat vem na sequência com a taxa de 21%. Reguffe apresenta 19,1%. Fraga ostenta 13,9%. Kokay conta com 12,8%. Rollemberg tem os votos de 9,4%. As taxas de receptividade nas urnas de Leite, Valle e Rodovalho são de 8,7%, 8,4% e 5,9%. A pesquisa fez dois levantamentos estimulados, nos quais apresenta os nomes dos candidatos, um com e outro sem o nome de Reguffe. Em ambos os casos Jofran Frejat desponta na liderança.
No primeiro cenário, com Reguffe, Frejat tem 13,9% das intenções de voto. Reguffe consolida 11,4%, acompanhado por Kokay com 5,6%. Fraga apresenta 4,5%. Enquanto Rollemberg surge com 4,2%. O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) agrega 3,2%, ao passo que Valle tem apenas 0,7%. No segundo cenário, Frejat lidera com 13%. Kokay e Fraga correm com 6,1% e 5,5%. O governador sobre para 4,8%. Izalci e Valle crescem para 3,6% e 3,3%.
De maneira resumida, os números apontam para um cenário indefinido para 2018. Por um lado, há possibilidade de surgimento de novos nomes. Por outro, também há espaço para que os nomes atuais superem a rejeição e tornem-se competitivos na reta final da corrida eleitoral, inclusive o próprio governador. A reportagem do Jornal de Brasília entrou em contato com o governo Rollemberg para comentar a pesquisa. No entanto, o Palácio do Buriti não quis fazer qualquer leitura dos números.