O sindicato que representa os agentes penitenciários de São Paulo emitiram nota após determinação do ministro Alexandre Moraes de que os profissionais deveriam monitorar todas as atividades de Ronnie Lessa, preso pelo assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.
“Mesmo no RDD, o regime mais rígido do país fora dos presídios federais, o monitoramento total é impossível. Nesta unidade, o parlatório é monitorado, mas as áreas comuns não são. Em Tremembé, que não possui RDD, monitorar totalmente um preso é inviável” informou o Sifufesp.
Lessa está detido desde 2019 pelo crime cometido e em junho deste ano foi transferido para o presídio de Tremembé, localizado em São Paulo.
Nesta segunda-feira (17), o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Penitenciária monitorasse qualquer comunicação verbal ou escrita, inclusive das visitas familiares e do seu advogado. Segundo Moraes, a decisão é em razão da “peculiaridade do caso concreto”.
Com a decisão em vigor, Lessa deve ser monitorado por áudio e por vídeo.