No Dia Mundial da Saúde, comemorado nesta quinta-feira (7), médicos em diversas cidades do país paralisaram as atividades vinculadas aos planos de saúde. Eles protestam contra a remuneração paga pelas operadoras e a forma de atuação dessas empresas. Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), vários parlamentares manifestaram apoio à iniciativa.
O senador Paulo Davim (PV-RN) afirmou que é necessário denunciar o “abuso” das empresas e que não se pode aceitar o “aviltamento” do pagamento feito aos médicos, que, em sua opinião, são tratados de forma desrespeitosa. As críticas foram reiteradas, entre outros, pelo presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), e pelo senador Eduardo Amorim (PSC-SE). Paulo Davim e Eduardo Amorim são médicos.
Representantes da categoria estiveram presentes à reunião da CDH, entre eles Aloísio Miranda, um dos vice-presidentes do Conselho Federal de Medicina. Ao criticar a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ele declarou que o órgão “está muito mais voltado para as operadoras do que para os médicos”.
Aloísio Miranda sugeriu que o Congresso forme uma comissão para visitar os hospitais públicos do país.
– O Congresso tem que sair para conhecer a vida real da população – disse.