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Política & Poder

Sem secretário de Segurança, mais de 70 cargos são extintos

Arquivo Geral

28/04/2011 16h21

 

 

Daniel Lorenz deixou o cargo de secretário de Segurança Pública do Distrito Federal há dez dias e ainda permanece a dúvida sobre quem vai assumir a função. O colunista do Jornal de Brasília, Cláudio Humberto, publicou em sua coluna nesta quinta-feira (28) que o governo aproveitou a saída de Daniel, que se demitiu em protesto contra interferências políticas, para extinguir 72 cargos na secretaria e colocar outros 78 na guilhotina.

 

Segundo a assessoria de Agnelo, a escolha do novo secretário seria prioridade da agenda da última terça-feira (26), mas até o momento nenhum nome foi anunciado. Nos bastidores, circula a informação que um dos nomes cotados para a vaga é Sandro Avelar, delegado da Polícia Federal.

 

O colunista adiantou também que, apenas no ferido da Semana Santa, quinze assassinatos foram registrados no DF. Com isso, o balanço de abril de 2011 fechará  com um número superior ao mesmo período do ano passado, em que foram registrados 44 casos.
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Para comandar a secretaria, Agnelo quer um representante com traquejo político, que saiba dialogar dentro da bancada de segurança da Câmara Legislativa e dentro do governo, segundo fontes ouvidas pela reportagem do Jornal de Brasília.

 

Saiba Mais

 

Ao longo do ano, o setor de segurança passa por dificuldades. Seis presos fugiram do setor de segurança máxima da Papuda no dia 27 de março e continuam foragidos, a recente greve da Polícia Civil, a chegada da Força Nacional na Região Metropolitana do DF devido o alto índice de criminalidade são alguns dos problemas que o novo secretário terá que enfrentar.  Na madrugada de  terça- feira (26),  26 presos fugiram do presídio de Valparaíso , contribuindo para o quadro de insegurança na região.

 

Para o coordenador do núcleo de segurança pública da Fundação Universa, George Filipe Dantas, o DF passa por uma crise de medidas postergadas. “Devido vários escândalos do governo passado algumas decisões deixaram de ser aplicadas e esses problemas na segurança do DF são os resultados”, explica Dantas.

 

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