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Política & Poder

Rio determina recadastramento obrigatório de armas de uso restrito

A medida atinge armamentos cedidos a órgãos e acautelados a pessoas físicas e jurídicas. O decreto busca reforçar a governança e a fiscalização das polícias Militar e Civil.

Redação Jornal de Brasília

27/07/2026 20h52

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

As forças de segurança do Rio de Janeiro terão de fazer um recadastramento extraordinário e obrigatório das armas de uso restrito, como fuzis, carabinas e submetralhadoras, cedidas a órgãos ou entidades públicas ou acauteladas a pessoas físicas e jurídicas. A determinação foi publicada nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial do Estado.

Segundo o decreto, a medida tem como objetivo reforçar a governança e a fiscalização de armas provenientes das polícias Militar e Civil. Com o recadastramento, órgãos de controle, como o Ministério Público do Rio, poderão oficiar as corporações e receber informações atualizadas, como o nome de quem está com o armamento e quem assinou a autorização.

As corporações terão 30 dias para enviar ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, um relatório com o número de fuzis, carabinas e submetralhadoras recadastradas e recolhidas, as irregularidades identificadas e as providências adotadas. O decreto também determina que seja apresentada uma proposta para a realização periódica desse tipo de recadastramento.

A publicação ocorre dias depois de o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) ter sido preso em flagrante, no dia 7 deste mês, durante uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A PF investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no estado. Na ocasião, os agentes encontraram um fuzil calibre 556 no veículo em que ele estava durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

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