Neste momento, o relator da comissão processante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra os promotores Bandarra e Deborah Guerner, Luiz Moreira, lê o seu voto e faz duras críticas ao comportamento dos dois. Segundo ele, Bandarra submeteu o Ministério Público do DF aos caprichos do ex-governador José Roberto Arruda.
O relator do processo disciplinar disse entender que os promotores Bandarra e Deborah Guerner exigiram R$ 2 milhões do ex-governador José Roberto Arruda. Entretanto, afirmou que não há provas de recebimento de mesada paga a Bandarra no valor de R$ 150 mil por Arruda. Moreira também reforçou que os investigadores concluíram que não há provas de favorecimento a empresários na questão dos contratos da licitação para a coleta de lixo no DF.
O relatório de Moreira implica ainda que Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, teve acesso privilegiado a informações de operações fornecidas por Deborah Guerner. Ele disse que considera o depoimento de Durval verídico com base no mapa das ligações telefônicas dos dois promotores. Na véspera da Operação Megabyte, Bandarra e Deborah tiveram contatos telefônicos expressivo e em horário incomum, diz relator.