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Política & Poder

Relação estremecida no Executivo

Arquivo Geral

24/05/2013 9h34

Apesar da tramitação de projetos do Executivo estar ocorrendo aparentemente na normalidade, integrantes da base de apoio do governo na Câmara Legislativa têm reclamado da falta de atenção do Buriti aos distritais. 

 

Segundo os líderes, parlamentares são pessoas “carentes” e falta uma aproximação do Buriti com a Câmara para que eles possam expor questões relacionadas à suas bases nas regiões administrativas. Distritais avaliam que a falta de zelo pelas relações entre a base e Buriti pode resultar no fim de um casamento poligâmico, que tem garantido gestão  tranquila para o GDF.

 

Desconforto 

Na última semana, a ausência de deputados  na votação de cinco projetos de interesse do governo em segundo turno, após terem sido aprovados com facilidade no primeiro pleito, demonstrou estremecimento entre base e governo. 

 

Na oportunidade, o distrital Chico Vigilante, líder do bloco PT/PRB, chegou a justificar a ausência de quórum com o avançar do horário. Porém, no dia seguinte, após apelos  das lideranças e da Mesa Diretora, os deputados levaram menos de 30 minutos para aprovar os textos, que recebem os votos  de todos os parlamentares presentes em plenário, incluindo os de oposição, que não dificultaram o trâmite.

 

“Já estamos em maio e é preciso que o governador receba os deputados. Isso também provoca demora na tramitação de projetos”, afirma Patrício, ex-presidente da Câmara. “Os líderes dos blocos da base do governador precisam sentar-se com o governador e com técnicos do Executivo para articular políticas e projetos conjuntos”, completa o distrital.

 

Parlamentares da base afirmam que o fato de não serem recebidos por membros do Executivo tem prejudicado as relações com esses grupos. “Meu bloco possui muitas demandas que não têm desdobramentos porque não somos atendidos”, argumenta o deputado Olair Francisco (PT do B).

 

Divórcio

O distrital destaca que a falta de diálogo entre os partidos da base e o Buriti poderão refletir-se nas relações para o ano que vem, quando se formarão as alianças para a disputa de um novo pleito. “A sucessão para o ano que vem já começou. Só não vê quem não quer. Por isso, não conversar com os partidos da base, para mostrar que eles são importantes, poderá fazer com que esses partidos procurem outras alianças que os valorizem”, desabafa Olair.

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