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Redução na mistura de etanol à gasolina é assunto que ficou para trás, diz Lira

“Não é o etanol, com 27% ou 18%, que será o patinho feio da história. O assunto foi ultrapassado e não vai haver redução na mistura.”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou que o assunto de redução na mistura de etanol anidro à gasolina ficou para trás. “Esse assunto já foi ultrapassado, o governo foi convencido de que não haveria nenhum impacto em reduzir etanol no preço da gasolina, pelo contrário, aumentaríamos a poluição, os gases de efeito estufa. Isso prejudicaria a poluição e não traria economia”, disse ele na manhã desta segunda-feira na abertura da 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol. “Não é o etanol, com 27% ou 18%, que será o patinho feio da história. O assunto foi ultrapassado e não vai haver redução na mistura.”

A possibilidade de redução na mistura para reduzir preços da gasolina havia sido cogitada pelo presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo há algumas semanas.

Sobre a Medida Provisória de venda direta de etanol para postos, Lira disse torcer pelo sucesso da medida. “A MP está em vigor, alguns ajustes tiveram que ser feitos, como no ICMS, mas ela está em vigor e espero que funcione em benefício do setor, de consumidores e do povo brasileiro.”

O presidente da Câmara disse que se reunirá nesta segunda com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Câmara, para tratar do papel do Brasil na COP-26.

Ele lembrou que o Brasil ainda tem alto índice de preservação nativa de florestas. “Temos o melhor Código Florestal do mundo. Não temos problema de leis, e sim de cumprir, fiscalizar leis e ter diálogo franco com mundo.”

Lira afirmou que um ponto importante é o projeto de lei que trata de créditos de carbono. “Nosso maior ativo vai ser o crédito de carbono, principalmente de florestas em pé. O setor tem muito a contribuir, estamos trabalhando incessantemente.”

Estadão Conteúdo

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