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Política & Poder

Reajuste para os médicos: Piso salarial de R$10,7 mil

Arquivo Geral

11/01/2013 8h25

Camila Costa 
camila.costa@jornaldebrasília.com.br
 
 
O piso salarial dos médicos da rede pública do Distrito Federal será reajustado a partir deste ano. Negociações preliminares entre o Governo do DF e o Sindicato dos Médicos (Sindimedico) apontam para um aumento no piso atual, de R$ 7,8 mil, para R$ 10,7 mil. O teto acompanhará o já decidido para outras categorias: reajuste de 15% a 20% até 2015. Negociações semelhantes se farão com os metroviários, com os servidores da educação e com os das  atividades penitenciárias.
 
 
As negociações ainda não foram concluídas, mas o governo acredita que   as conversas estão adiantadas e a tendência é de que as categorias aprovem a proposta apresentada. Com os  médicos, já é dada como certo o reajuste no piso. A disposição do governo em atender o pleito da categoria procura sanar os problemas enfrentados pela população que utiliza a rede pública de saúde.
 
 
“A maior dificuldade que temos hoje é de atrair médicos. O salário inicial é baixo, para uma carga  de 40 horas e o processo é de elevação do piso”, justificou o secretário de Administração, Wilmar Lacerda. 
 
 
Revisão dos padrões
Outro pedido da categoria que será atendido é a diminuição dos padrões salariais. Hoje, há  uma sequência de níveis de remuneração e o médico nunca chega ao mais alto antes de 25 anos na carreira. O governo quer reduzir o tempo a 20 anos. “O pedido da categoria era de que diminuísse para 15 anos,  conseguimos 20, mas ainda podemos diminuir um pouco essa exigência”, revelou Wilmar.
 
 
Com os servidores de assistência a saúde — maior categoria da área, aproximadamente 26 mil servidores — o governo já fechou acordo e o reajuste foi até aprovado pela Câmara. A categoria terá a incorporação da Gratificação por Atividade (Gata), nos próximos três anos. 
 
 
O Sindimedico está de recesso e só retorna após o dia 25 de janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa, as negociações foram iniciadas, mas ainda não há posição definitiva da categoria. A assessoria admite que a iniciativa do governo demonstra preocupação com a realidade da saúde pública e a  necessidade de aumento salarial para os servidores, embora o acordo só deva ser fechado nos próximos meses.
 
 
Professor ainda resiste
Das duas categorias da educação, uma já  fechou acordo com o governo: a que reúne os auxiliares de educação. A partir de setembro deste ano, os servidores terão a incorporação da Gratificação de Atividades (Gata), nos próximos três anos.  O projeto de lei já foi encaminhado à Câmara Legislativa e tem acordo para ser votado no início dos trabalhos legislativos deste ano. 
 
 
No entanto, os professores ainda não fecharam acordo. A primeira negociação do ano entre governo e professores será na quarta-feira. A base da negociação  é a Titularidade de Dedicação Exclusiva ao Magistério, a Tidem. “Ainda não tivemos proposta, pois  o governo apresentou, ao final de 2012, a incorporação da Tidem, 2% até 2016, mas não aceitamos. Queremos mais do que isso, reestruturação de carreira, como prometido em campanha”, explicou Cleber Soares, do Sindicato dos Professores. 
 
 
Ainda a negociar
Segundo Wilmar, o governo negociará a Tibem, em 14%, nos três anos, e  o impacto para o DF será de R$ 515 milhões. “Sabemos que só isso não será suficiente para fechar acordo com os professores, portanto queremos evoluir um pouco mais”, avisou.

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