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Queiroga se diz contra quebra de patentes de vacinas

Na prática, com a quebra, os donos de patentes ficam obrigados a cedes ao governo brasileiro todas as informações necessárias para a produção de vacinas

Por Geovanna Bispo 06/05/2021 3h52

Em depoimento a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga se afirmou contrário a quebra de patentes de vacinas. O ministro afirmou temer que a medida, defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, possa interferir de forma negativa no programa de vacinação do Brasil e nas relações exteriores. “O meu temor em relação a isso é de não termos condições, mesmo com a quebra da patente, de produzir essas vacinas aqui no Brasil.”

“Como nosso programa está calcado em vacinas como a Pfizer e Janssen, isso pode interferir negativamente no aporte de vacinas para o Programa Nacional de Imunização. Claro que isso é uma opinião inicial. Vi que o presidente Biden se manifestou. Isso carece de análise mais detida”, continuou.

Na prática, com a quebra, os donos de patentes ficam obrigados a cedes ao governo brasileiro todas as informações necessárias para a produção de vacinas e medicamentos de enfrentamento à covid-19, criando assim, imunizantes e remédios “genéricos”.

Vacina

Queiroga ainda afirmou que, para que a população se considere segura, seria necessário que 70% da população, ou seja, 78 milhões de pessoas sejam imunizados. “Precisamos vacinar pelo menos quem está previsto dentro do PNI (Plano Nacional de Imunização).” Atualmente, apenas 15% da população brasileira está imunizada com as duas doses.

Mais cedo, o ministro afirmou que o Brasil tem 430 milhões de doses de vacinas contratadas atualmente. A Saúde, em outro momento, havia informado, de forma equivocada, que era 560 milhões.






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