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Queiroga prevê combate à covid mais favorável a partir de setembro

Ministro admitiu que o país testou pouco em 2020 e falou que, aliada à vacinação, a testagem da população precisa ser ampla

Por Willian Matos 21/06/2021 9h49
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa de audiência no Senado Federal nesta segunda-feira (21). Queiroga fez um balanço do combate à covid-19 no país e previu melhorias a partir de setembro.

Queiroga admitiu que o número de óbitos pela doença encontra-se em uma estabilidade, mas ainda é muito alto. O ministro falou que a variante P1, hoje chamada de gama, foi a maior responsável pelas mortes sobretudo no início do ano.

O ministro prevê que, a partir de setembro, “é possível ter um cenário epidemiológico mais favorável no Brasil”. Ele ressaltou que, para isso, é preciso aliar a vacinação com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e com uma ampla política de testagem. Queiroga avalia que, em 2020, o Brasil testou pouco.

“No ano passado nós dispúnhamos do RT-PCR, que ainda é o padrão ouro. Só que o Brasil testou pouco. Em função disso, nós tivemos uma política mais apropriada de isolamento dos casos positivos, bem como dos seus contactantes. Hoje, a evolução da tecnologia nos permite os chamados testes rápidos de antígeno”, acredita.

O reconhecimento por parte do ministro vem no momento em que o Brasil atingiu 500 mil mortes pela covid. O país chegou à marca no último sábado (19). Das mais de 500 mil mortes, 305.851 foram em 2021. São 61% do total.

Programa de testagem

Segundo o ministro, já foi aprovada no Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e no Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) uma política de testagem. Essa política seria dividida em dois blocos: um trataria de de aumentar a testagem em pacientes sintomáticos, e a outra iria buscar testar pessoas assintomáticas em locais de grande circulação.

“Essa política tem dois pilares: os testes na atenção primária, que são dedicados aos pacientes sintomáticos. Eles devem fazer, nas unidades básicas de saúde, o teste rápido de antígeno. E aqueles pacientes assintomáticos, talvez algo que não tenhamos colocado em prática como uma política pública coordenada nacionalmente, eles devem ser testados em ambientes de grande circulação a exemplo do metrô, das rodoviárias, dos aeroportos”, explica o ministro.

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Queiroga afirmou que a pretensão do Ministério é testar 20 milhões de pessoas por mês, sendo 1,8 milhão na atenção e primária e os demais no setor público. O ministro ressaltou ainda que é importante que a iniciativa privada teste seus funcionários.






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