O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o senador Otto Alencar (PSD-BA), travaram uma discussão durante sessão da CPI da Covid nesta terça-feira (8).
Otto perguntava sobre a vacinação de gestantes, quando perguntou se o ministro leu a bula de todas as vacinas que estão sendo aplicadas no país. Queiroga respondeu que não. “Talvez seja o ato mais irresponsável que o ministro da saúde pode fazer”, comentou Otto.
Depois, o ministro admitiu que a imunização de gestantes ocorre fora da bula e afirmou que nenhuma vacina fala sobre grávidas em suas bulas. Otto rebateu e disse que a Pfizer cita.
Otto também acusou o ministro de ocultar o nome da coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, Franciele Francinato, que teria editado nota técnica recomendando a imunização de gestantes com a vacina da AstraZeneca. Uma grávida teria morrido após ser vacinada.
Antes, os dois discutiram sobre o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer. “Vossa excelência não pode querer desqualificar a autoridade sanitária do Brasil por ter lido ou não uma bula de uma vacina sendo que nós vacinamos 70 milhões de brasileiros”, disse Queiroga.
O ministro entendeu que Otto estava acusando-o de mentiroso, e os ânimos se exaltaram. “Não levante a voz para mim, não”, disse o senador.
O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão por 10 minutos.