Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Política & Poder

Queiroga diz que governo “tem tolerância zero com atos de corrupção”

“Isso é um ponto fundamental, basilar do governo. É essa a orientação que o presidente passa aos seus ministros”, afirmou

Por Willian Matos 29/07/2021 12h18
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta quinta-feira (29) a suspensão do contrato de compra da vacina indiana Covaxin, alvo de investigações devido a suspeitas de fraudes. Ao final da entrevista coletiva, Queiroga exaltou o governo Bolsonaro.

“O governo do presidente Bolsonaro tem tolerância zero com atos de corrupção, isso é um ponto fundamental, basilar do governo. É essa a orientação que o presidente passa aos seus ministros”, disse o ministro. “O que eu posso assegurar é que nenhuma dose de vacina que não tiver registro na Anvisa como uso definitivo ou emergencial será adquirida pelo Ministério da Saúde”, completou.

Queiroga explicou que o contrato junto à Precisa Medicamentos para a compra da vacina foi cancelado por três razões. O ministro justifica o cancelamento porque as vacinas “não foram entregues do prazo estabelecido no contrato”. Levou-se em consideração ainda o fato de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a importação de apenas 4 milhões de doses da Covaxin, sob condições. “O número de doses que nós poderíamos importar era um número muito pequeno, que nada alteraria o curso do nosso programa nacional de imunização”, explicou o ministro.

O terceiro motivo é a rescisão entre a fabricante indiana Bharat Biotech e a representante brasileira Precisa Medicamentos. A Precisa era quem negociava com o Ministério. Alvo da CPI da Pandemia no senado, a empresa é suspeita de superfaturar os valores envolvidos na negociação.

O dono da Precisa, Francisco Maximiano, é esperado na CPI na próxima quarta-feira (4). Ele viajou para a Índia, e a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal na quarta (28) permissão para que ele possa faltar ao depoimento e que ele não seja levado à força (condução coercitiva). O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que vai pedir a prisão dele caso haja ausência.

“Volte e compareça à CPI de imediato no dia em que seu depoimento está marcado. Evadir-se do país quando tem uma investigação em curso é crime e nós não titubearemos em pedir a sua prisão preventiva”, prometeu Randolfe.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar