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Queiroga confirma cancelamento de contrato para compra da Covaxin

Ministro explicou que o contrato chegou ao fim por três razões. Negociação é alvo da CPI da Pandemia no Senado

Por Willian Matos 29/07/2021 11h59
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou nesta quinta-feira (29) que o contrato com a Precisa Medicamentos para compra da vacina Covaxin foi cancelado. O país não recebeu nenhuma dose do imunizante indiano contra a covid.

“A posição do Ministério da Saúde acerca dos fatos apurados pela CGU será de cancelamento do contrato”, anunciou Queiroga. Hoje, a Controladoria-Geral da União (CGU) apresenta resultado de uma auditoria realizada sobre o contrato entre o Ministério e a Precisa.

Queiroga justifica o cancelamento porque as vacinas “não foram entregues do prazo estabelecido no contrato”. Levou-se em consideração ainda o fato de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a importação de apenas 4 milhões de doses da Covaxin, sob condições. “O número de doses que nós poderíamos importar era um número muito pequeno, que nada alteraria o curso do nosso programa nacional de imunização”, explicou o ministro.

O chefe do Ministério da Saúde citou também a rescisão entre a fabricante indiana Bharat Biotech e a representante brasileira Precisa Medicamentos. A Precisa era quem negociava com o Ministério. Alvo da CPI da Pandemia no senado, a empresa é suspeita de superfaturar os valores envolvidos na negociação.

O dono da Precisa, Francisco Maximiano, é esperado na CPI na próxima quarta-feira (4). Ele viajou para a Índia, e a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal na quarta (28) permissão para que ele possa faltar ao depoimento e que ele não seja levado à força (condução coercitiva). O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que vai pedir a prisão dele caso haja ausência.

“Volte e compareça à CPI de imediato no dia em que seu depoimento está marcado. Evadir-se do país quando tem uma investigação em curso é crime e nós não titubearemos em pedir a sua prisão preventiva”, prometeu Randolfe.

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