Recompor a ampla aliança que levou o PT ao governo do Distrito Federal é a meta a ser atingida pelo partido. Além dos partidos que já estão na base, a luta será para conquistar também o apoio de um aliado perdido, o PDT, e outros que ainda têm posição indefinida, como o PSD e o Solidariedade (SDD).
Em um encontro na terça-feira, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, pediu que sejam atraídos os partidos que fazem parte da base do governo Dilma. A reprodução da aliança nacional seria uma das prioridades dos petistas do DF.
Segundo o presidente regional do PT, deputado federal Roberto Policarpo, o partido não possui plano B e a meta é continuar com as mesmas legendas que já compõem o governo. “Temos o apoio de 16 partidos e nossa meta e não perder nenhum. O PDT vai apoiar a reeleição da presidenta Dilma e é natural que a orientação seja para conversar também com o partido, assim como outros”, avisou.
Candidatura própria
O PDT não faz mais parte do governo local desde setembro de 2011. O presidente local, George Michel, garante que o diálogo com o PT não acabou, mesmo com a saída da base. A posição atual do partido é lançar o deputado federal Reguffe como candidato a governador, mas não descarta uma mudança.
“Os partidos de esquerda sempre trabalham em conjunto desde a Constituição de 1988. Em algumas ocasiões, essas legendas estiveram em posições diferentes, mas há um arco permanente. Existe uma relação extra-política com o governador. Continuo me encontrando com ele”, disse. “Por enquanto estamos trabalhando com a candidatura do Reguffe, mas o que vai acontecer só o tempo dirá”, acrescentou.
Já o PSD declarou que não fará parte do bloco contra o governo federal e, sim, apoiaria a reeleição da presidenta Dilma. No DF, o partido assume posição “independente” e afirma não ter escolhido seu destino nas eleições.
O presidente regional do PSD, Rogério Rosso, diz respeitar a estratégia do PT, mas avisa que a legenda ainda trabalha com projeto próprio para o governo do DF.
Abertos para conversar
Existem várias correntes no PSD: os que defendem a reprodução da aliança nacional, a oposição e até a candidatura própria. “Estamos abertos ao diálogo, desde que prevaleça interesse do DF. Estamos debatendo o tema com nossos filiados, lideranças e diretórios e devemos anunciar o que faremos depois de abril. Não estamos interessados em tempo de televisão ou em cargos, mas, sim, no melhor projeto para o Distrito Federal”, garantiu Rogério Rosso.
O deputado distrital Chico Vigilante (PT) defende que o partido se aproxime dos partidos da base do governo federal.
A prioridade do PT é reeleger tanto Dilma, quanto Agnelo, e para isso, a candidatura ao Senado estaria em jogo. O distrital também vê as pré-candidaturas do PT como algo que o partido pode abrir mão. “É muito pouco você querer brigar por uma vaga de senador que está em jogo. Nesse momento de continuidade do processo exitoso de governar o Brasil de um jeito diferente, bem como a recuperação que estamos fazendo no DF”, disse.
Saiba Mais
Apesar de ter declarado apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB), o Solidariedade ainda não definiu seus rumos no DF.
O deputado federal Augusto Carvalho, presidente regional da legenda, afirmou que os diálogos começaram, mas que as decisões sobre o tema devem ser tomadas apenas a partir de abril.
Augusto assumiu vaga de deputado com a ida de Geraldo Magela (PT) para a Secretaria de Habitação.