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PSOL rejeita apoio a França e decide lançar candidato próprio ao Senado por SP

O nome do presidente do PSOL, Juliano Medeiros, é aventado para a candidatura, mas uma discussão interna ainda deve ser feita

Por FolhaPress 05/07/2022 7h02
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Mônica Bergamo
São Paulo, SP

O PSOL decidiu lançar candidatura própria ao Senado pelo estado de São Paulo. A definição abre divergência com o PT, que se encaminha para apresentar o nome do ex-governador Márcio França (PSB) para a concorrer à vaga pela chapa de Fernando Haddad (PT), postulante ao governo paulista.

O nome do presidente do PSOL, Juliano Medeiros, é aventado para a candidatura, mas uma discussão interna ainda deve ser feita pela legenda e outros pretendentes poderão surgir.

A leitura de alguns dirigentes é que o PSOL tem que ter o seu tamanho e espaço político respeitados em São Paulo, seja pelo número de parlamentares em diferentes casas, seja pela chegada ao segundo turno na disputa pela prefeitura da capital no último pleito.

A resistência interna ao nome de Márcio França é outro ponto que leva a sigla à decisão -o ex-governador é visto como alguém que tem dificuldade no trato com a esquerda.

A falta de apoio ao líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos (PSOL), no segundo turno de 2020 para a Prefeitura de São Paulo também pesa na balança.

Apesar da resolução, dirigentes do PSOL avaliam que a candidatura própria não deve criar atritos com o PT de Luiz Inácio Lula da Silva, uma vez que o partido ainda vai apoiar Fernando Haddad e deve compor coligação com o pré-candidato ao Governo de São Paulo.

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