Leandro Quirino
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O líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), esteve ontem com o ex-candidato do partido ao GDF, Toninho do PSOL, numa reunião por conferência, para decidir que atitudes tomará em relação à deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). A bancada decidiu que serão enviados à Câmara dois processos contra a parlamentar.
O primeiro será enviado hoje à Corregedoria da Câmara, pedindo abertura de processo contra a parlamentar. O pedido é assinado pelo líder Chico Alencar. O segundo será protocolado quarta-feira, imediatamente depois da posse do Conselho de Ética – até que os deputados não tomem posse, não é possível protocolar qualquer pedido de investigação parlamentar.
Um terceiro pedido chegou a ser elaborado em nome de Toninho do PSOL, no qual pedia o afastamento imediato da deputada Jaqueline Roriz da Comissão de Reforma Política. Como a deputada renunciou ao posto, o pedido tornou-se desnecessário.
O corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE), informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que até o momento não há nenhum pedido protocolado na Corregedoria e que o Ministério Público não enviou as informações solicitadas a respeito da investigação contra Jaqueline, flagrada em vídeo recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, para financiar sua campanha a deputada distrital em 2006.
Toninho do PSOL diz que o fato envolvendo a deputada é “simplesmente absurdo” e que o Congresso não pode manter no cargo alguém que tenha agido desta forma, independentemente do tempo em que o ilícito tenha sido cometido.
“Não importa quando a deputada tenha se envolvido nesse escândalo. O que não dá é o Congresso permitir que faça parte de seu corpo alguém que tenha sua conduta questionada, ficando principalmente à frente de uma comissão que luta por uma reforma política no País”, cobrou.
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