Camila Costa
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Em preparação para enfrentar a primeira eleição no Distrito Federal em 2014, o PSD já sinaliza a possibilidade de estreitar ainda mais o relacionamento com o GDF neste ano.
Na última quarta-feira, após reunião da executiva nacional do partido, o presidente nacional, Gilberto Kassab, informou que diretórios de três estados – Rondônia, Bahia e Rio Grande do Norte – decidiram apoiar a reeleição da presidente petista Dilma Roussef e, apesar de sustentar ainda a “independência” política de quando foi criado, no DF o PSD está indeciso.
Presidente regional da sigla, Rogério Rosso, afirmou que a relação com o governador Agnelo Queiroz continua sem dificuldades e que 2013 será o ano de avaliar se será melhor para o partido manter-se independente, juntar-se à base aliada a Agnelo ou atuar, definitivamente, como oposição. “Qualquer posição do PSD nacional vai ser respeitada e acolhida pelo PSD do DF”, explicou Rosso.
Bancada dividida
O partido tem quatro parlamentares na Câmara Legislativa: Celina Leão e Liliane Roriz, na condição de oposição; Washington Mesquita da base aliada e Eliana Pedrosa aberta ao que for decidido pelo partido.
No Congresso, a disposição da maioria é apoiar o Governo Federal. Para o líder do PSD na Câmara dos Deputados, Eduardo Sciarra (PR), este alinhamento não significa pleito a cargos, mas uma tendência, demonstrada, agora, pelo posicionamento das zonais da Bahia, do Rio Grande do Norte e de Rondônia. “Temos apoiado projetos apresentados pelo governo, numa posição de independência, na linha do partido, mas majoritariamente a favor do governo Dilma”, disse Sciarra.
Três estados ainda devem aderir ao governo Dilma, no entanto, segundo Sciarra, a decisão nacional não implicará em um comportamento similar nas regionais: “Existe liberdade para caminhar como for melhor. Não temos condições de colocar uma única posição, não é a natureza de formação do partido”.