Camila Costa
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O último contrato para funcionamento da TV Distrital foi em 2007, no valor de R$ 313 mil. O ex-deputado Wilson Lima venceu a eleição para presidente da Câmara, em 2010, e suspendeu o contrato. Na época, foi feita uma cotação de preços e a implementação da TV ficaria em R$ 1 milhão, nos moldes da TV Justiça.
Nos seus dois anos de mandato, Patrício tentou economizar com o serviço e contratou apenas a geração do link, por R$ 5 mil mensais, para transmitir as sessões plenárias, ao vivo, e a programação compartilhada com a TV Câmara. A TV Distrital funciona 24 horas, com grade de 8 horas, replicada 3 vezes. “Priorizamos a economia. Entre disponibilizar para a população um canal fechado a custos elevados como no passado e garantir acesso dessa população à mesma informação com custo zero, optamos pela segunda opção”, explicou Patrício.
Orçamento feito pela Câmara mostra que seriam preciso R$ 192 mil para aperfeiçoar o serviço que a Casa já presta. Segundo o vice eleito, Agaciel Maia, a intenção é criar um jornal parecido com o do Senado, mas com adaptado para a realidade da Câmara Legislativa. “Vamos aproveitar a mão de obra que já temos e faremos um rascunho de como funciona lá, de qualidade, sem ser muito grande e sem ser caro”, ponderou.
Saiba mais
Agaciel era diretor-geral do Senado quando se criou e estruturou a TV Senado. Os planos da nova Mesa são começar os trabalhos no próximo mês. Uma das opções para acelerar o processo é contratar diretamente uma fundação, sem licitação.
A Câmara já operou com este tipo de serviço, com a Fundação Universidade de Brasilia, mas o convênio foi suspenso a pedido do Ministério Público do DF. “Sem licitação não dá para fazer. Teremos cuidado para que tudo acompanhe os padrões legais”, diz Agaciel.