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Presidente lamenta “ataques”, nega corrupção e critica o PT

Bolsonaro disse ter saudades de quando não era presidente. “Eu podia pegar um calção com a minha filha de 8 anos e passear na praia na Barra da Tijuca ou ir na padaria tranquilo. Perdi esse direito”

Por Willian Matos 27/09/2021 12h35
Bolsonaro Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro discursou nesta segunda-feira (27) no lançamento da nova linha de crédito da Caixa Econômica Federal. Bolsonaro não falou sobre o programa e focou em discurso político. O chefe do Executivo brasileiro disse que o governo sofre ataques, negou que haja corrupção na gestão e atacou indiretamente os governos Lula e Dilma.

“É simples: não adianta você ter um contêiner de dólar dentro de casa não tem paz para ir à rua. De nada vale dessa maneira. Saudades que eu tenho de minha vida de três anos atrás? Tenho. Eu podia pegar um calção com a minha filha de 8 anos e passear na praia na Barra da Tijuca ou ir na padaria tranquilo. Perdi esse direito. Tô reclamando? Não. Estou fazendo isso pela minha filha de 10 anos de idade. Se não fosse isso não estaria valendo a pena”, declarou o presidente.

Em seguida, Bolsonaro disse que o governo sofre “ataques” e negou que haja corrupção. “Não é fácil. Comigo, tudo bem, mas quando mexe com a família, com quem tá próximo da gente, quando chega secretário reclamando: ‘Mais um processo, né? Mais uma denúncia, mais uma investigação, mais um inquérito’. A gente vê que não tem nada. É, simplesmente, pelo que tudo indica, tráfico de infância de terceiros para tentar derrubar o governo”, afirmou. “Acredito que não derrube”, aposta o chefe do Executivo brasileiro.

“Agora, tem um desgaste para o futuro. ‘Vai disputar a reeleição ou não?’ Eu não vou entrar nessa guerra ainda”, esquivou-se o presidente. “Eu fora de combate, quem sobra para o outro lado? […]. Você já sabe qual o filme do futuro porque você viveu 14 anos passados esse filme”, declarou, em alusão aos governos anteriores, do PT. “E pode ter certeza, não serão apenas mais 14 anos. Serão, no mínimo, 50. É isso que nós queremos pra nossa pátria?”.

Presidente defende militares

Ainda durante o discurso, Bolsonaro falou sobre as Forças Armadas e defendeu militares no governo justificando que trata-se do “círculo de amizade” dele. O presidente confessou que possui mais militares em seu governo do que na época de presidentes da ditadura militar.

“Alguns criticam que eu botei militar demais, mais até, proporcionalmente, do que os governos, de Castelo Branco a Figueiredo. Sim, é verdade, é o meu ciclo de amizade, assim como de outros p. o presidente.

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