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Política & Poder

Presidente do STF reconhece crise institucional na Corte

Edson Fachin enfatizou a importância de enfrentar a desconfiança e a polarização no país durante palestra na FGV, em São Paulo

Redação Jornal de Brasília

17/04/2026 17h46

Edson Fachin. Foto: Nelson Jr/ STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Corte está imersa em uma crise institucional. A declaração foi feita durante uma palestra para alunos da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.

Fachin destacou a necessidade de reconhecer e enfrentar essa crise relacionada à atuação do Judiciário. “Quando falamos em crises, é fundamental reconhecer que efetivamente estamos imersos, em relação à atuação do Judiciário, em uma crise que precisa ser enfrentada, com olhos de ver e ouvidos de ouvir, sob pena de repetirmos, para problemas novos, soluções velhas, que significam relegar os problemas sem resolvê-los”, comentou o ministro.

Ele também apontou um cenário de “desconfiança institucional” e “intensa polarização” no país. “Sempre que o juiz parecer estar atuando como agente político disfarçado de intérprete jurídico, perde-se a confiança pública”, completou.

A declaração ocorre em meio a tensões recentes na Corte. Nesta semana, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) tentou indiciar os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o que ampliou a crise interna.

A situação já estava abalada por investigações envolvendo o Banco Master. Em fevereiro, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito sobre fraudes após reconhecer ser sócio do resort Tayayá, comprado por um fundo ligado ao banco e investigado pela Polícia Federal.

Em março, Alexandre de Moraes negou ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em 17 de novembro do ano passado, data em que o empresário foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no banco. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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