Camila Costa
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Um mês e oito dias. Este é o tempo para a largada oficial da corrida para a presidência da Câmara Legislativa. Embora os deputados ainda não apontem um nome certo para o posto, a disputa começa a tomar contornos visíveis. Mais do que nunca, os ventos sopram para a eleição de um deputado não petista.
Agaciel Maia (PTC) nega a candidatura, porém, é a opção mais forte dentro da base aliada do governador Agnelo Queiroz, que também ainda não desistiu de emplacar o seu favorito, o distrital Wasny de Roure (PT).
O nome de Agaciel é trabalhado sutilmente nos bastidores desde o primeiro semestre. Ele nega desde o primeiro momento. Economista e especialista em orçamento, o presidente da Comissão de Economia e Finanças (Ceof) da Câmara tem ocupado espaço, principalmente pelas brigas internas do Partido dos Trabalhadores.
O bloco petista na Câmara não apoia a reeleição do atual presidente Patrício e cogita a possibilidade de ceder o cargo majoritário para um coligado. “Tudo é possível. A única coisa que inviável é a reeleição e, portanto, é possível que o presidente seja de outro partido, até porque o PT faz parte de uma coligação”, explicou o líder do bloco PT-PRB, deputado Chico Vigilante.
Pessoas próximas a Agaciel afirmam que a vontade do distrital é estar no topo da Mesa Diretora. A eleição para presidente, vice-presidente e primeiro, segundo e terceiro secretários será em dezembro.
“Isso vai passar pelo governador, é muito dele esta decisão. Alguns colegas dizem, realmente, que estou preparado, que tenho experiência e o trabalho da Ceof fortaleceu meu nome, mas não sou candidato. A base é ampla e o PT ainda tem de ser reunir, pois tem a questão da reeleição”, ponderou Agaciel.