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Política & Poder

Prefeituras vão comunicar casos antes de encaminhar doentes ao DF

Arquivo Geral

25/01/2013 8h40

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

A pressão da Região Metropolitana do Distrito Federal sobre a rede pública de saúde brasiliense foi o principal tema na reunião de prefeitos dos municípios vizinhos da capital brasileira com representantes do Buriti, ontem, na Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Segundo o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, o problema do transporte desordenado de pacientes deverá ser atacado em conjunto pelo Distrito Federal  e pelas cidades da região a partir dos próximos dias. Ao mesmo tempo, a pasta irá disponibilizar equipamentos médicos para as prefeituras.

 

O secretário espera ordenar o fluxo de pacientes. As prefeituras terão de avisar  a situação do paciente antes de enviá-lo para  o DF. Barbosa prometeu reduzir a defasagem de equipamentos dos municípios para o tratamento de pacientes. “A situação da Região Metropolitana é de calamidade. O que os novos prefeitos encontraram é muito parecido com o que encontramos quando assumimos o DF: hospitais que estão fechados e onde  não se interna porque não se tem o mínimo, nem comida para o paciente”, avaliou Barbosa.

 

Questão de foco

O secretário do Entorno, Arquicelso Bites, comentou que o GDF adotará políticas públicas  integradas com a Região Metropolitana. “O governador determinou que tivéssemos foco. E o foco será na saúde”, completou. Bites calcula que as melhorias na saúde serão sentidas nos próximos 60 dias. Nos hospitais brasilienses mais próximos da Região Metropolitana, houve  aumento de 70% no fluxo de pacientes de municípios vizinhos.

 

Na reunião, o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, anunciou o início dos trabalhos para a realização de pesquisas detalhadas sobre a situação da saúde e de outros grandes temas nos municípios da Região Metropolitana mais próximos do DF. Os estudos servirão de subsídio para a implementação de políticas públicas integradas. 

 

Em abril, a Codeplan começará a oferecer cursos de capacitação técnica dos servidores das prefeituras para a captação de recursos junto ao Governo Federal. Ainda estão em fase  de negociação cursos e apoio técnico para engenheiros e arquitetos das prefeituras e uma pesquisa de emprego nos moldes estabelecidos pelo Ministério do Trabalho.

 

Nada de verbas federais

Durante a reunião, o prefeito de Planaltina de Goiás, Zé Neto (PSC), aproveitou a reunião para expor que grande parte dos municípios da Região Metropolitana está com pendências que dificultam o recebimento de recursos federais. Além de pedir apoio do Buriti para a solução destes problemas, o prefeito sugeriu que o GDF poderia auxiliar as cidades da região selando convênios para a transferência de recursos para diferentes áreas.

 

O secretário de Saúde afirmou que levará o tema para o governador. “É ele quem tem a caneta”, resumiu. A despeito de qualquer ação, o secretário pediu para que os prefeitos focassem esforços nos serviços de atenção básica da saúde. “Nós fizemos 40 mil partos na nossa rede e 30% disso referem-se Região Metropolitana. Ou seja foram 12 mil partos de pacientes de fora do DF. É muita coisa. Poderia ser feito no Entorno. O GDF não deve estar respondendo por isso”, emendou.

 

Para o secretário, o papel natural do DF é atender os pacientes de alta complexidade. O governo local espera levar programas de combate à dengue na Região, cujos números estão acima do desejado. Além do apoio do Governo Federal, Barbosa espera que “o Governo de Goiás saia da comodidade”, declarou. Aparentemente, as relações entre os dois governos melhoraram. Em 5 de fevereiro deve ser criado, em conjunto, o consórcio público de resíduos sólidos para a Região Metropolitana,   

 

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