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Política & Poder

Prefeito quer turbinar forças políticas na Região Metropolitana

Arquivo Geral

05/02/2013 9h10

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

“Falta força política para a Região Metropolitana do Distrito Federal. Temos 25% do eleitorado de Goiás, mas não somos devidamente representados no Congresso Nacional. Não ter peso político é o mesmo que bater em ferro frio. Você bate, bate e não sai nada”, disse o prefeito de Planaltina de Goiás, José Neto. Ele foi eleito ontem presidente da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab), entidade representativa de 22 cidades da Área Metropolitana de Brasília.

 

Para o novo presidente da Amab, o fortalecimento político da Região Metropolitana é um passo fundamental. Nesse sentido, Zé Neto tentará aglutinar as forças do municípios para pavimentar  a eleição de deputados federais nas próximas eleições. O prefeito de Planaltina de Goiás não descarta a possibilidade de lançar até um candidato para eleições majoritárias, a senador, por exemplo. A meta é viável, uma vez que, atualmente, a população de todos os municípios beira 1,2 milhão de pessoas.

 

“Se tivéssemos mais força política o PAC da Região Metropolitana já teria saído do papel”, assegurou. Zé Neto considera que é possível selar alianças  com forças políticas do DF, uma vez que tradicionalmente candidatos da capital federal buscam votos na Área Metropolitana. Uma das bandeiras do novo presidente da Amab é a reabertura da política de convênios para repasses de recursos do GDF para  os municípios. Segundo o prefeito, a Lei Orgânica do DF permite esta ação. Para ele, esse é o único caminho para que as prefeituras possam dar respostas rápidas à população.

 

Áreas prioritárias

Segundo o presidente, os convênios seriam nas áreas de Saúde, Transportes, Agricultura e Obras. O prefeito também planeja coordenar os esforços da associação para formular ações nos campos do Desenvolvimento Econômico e da Saúde. Após o Carnaval, Zé Neto pretende fomentar reuniões com governadores, senadores e deputados do DF e de Goiás, bem como representantes do Governo Federal.

 

Convênios sob suspeita

De nove convênios do GDF com a Região Metropolitana para projetos de  saúde pública, sete estão prestes a entrar em processo de tomada de contas especial. Segundo o secretário do Entorno, Arquicelso Bites, um pente-fino identificou uma série de pontos duvidosos e, em alguns casos, técnicos da pasta descobriram que o dinheiro público não foi convertido nas obras prometidas nos municípios.

 

“Estamos investigando um convênio com Formosa de R$ 3,6 milhões. Repassamos R$ 1,5 milhão para Luziânia construir um hospital materno-infantil. Nada foi feito. Isso não dá para aceitar. O repasse de Luiziânia seria ainda maior, de R$ 6 milhões. Mas paramos de enviar dinheiro quando descobrimos o que tinha acontecido”, diz Bites.

 

De acordo com o secretário, os convênios dizem respeito apenas a gestões passadas dos municípios. Em função destes casos, o GDF decidiu que não irá usar esta ferramenta. A proposta do  Buriti é fechar, com a Região Metropolitana, consórcios nos quais a gestão das obras é compartilhada e fiscalizada por todas as partes envolvidas.

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