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Política & Poder

PPS pede quebra de sigilos de Rosemary Noronha

Arquivo Geral

09/01/2013 16h49

O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR), protocolou hoje (9), no Ministério Público Federal em São Paulo pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Rosemary Noronha, ex-chefe do Escritório da Presidência da República no estado.

 

A representação entregue hoje à procuradora da República no estado, Anamara Osório Silva, é baseada em reportagem da edição desta semana da revista Veja, segundo a qual Rosemary Noronha teria usado o cargo para influenciar escolhas do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cargos no Banco do Brasil, além de negociações envolvendo a Caixa Econômica Federal.

 

Na última segunda-feira (7), o partido protocolou requerimento na Comissão Representativa do Congresso Nacional para que o Ministério da Fazenda, ao qual o Banco do Brasil é subordinado, preste esclarecimentos.

 

Segundo o deputado, a quebra dos sigilos de Rosemary, que ainda não foi feita, mostrará exatamente com quem ela tratava. Bueno disse esperar que a Procuradoria busque essas informações o quanto antes. “O Ministério Público Federal tem que indicar tecnicamente o melhor caminho para que as investigações sejam feitas. Se for para atrasar um pouco aquilo que já está acontecendo com a Operação Porto Seguro, que se atrase um pouco, mas que se busquem as informações necessárias para não deixar nada fora disso que indicamos com a quebra de sigilos.”

 

Rosemary Noronha é acusada pela Polícia Federal de participar de um esquema criminoso infiltrado em órgãos públicos federais que vendia e manipulava pareceres.

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    Arquivo Geral

    09/01/2013 12h37

    O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), protocolou, nesta quarta-feira, uma representação no Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) pedindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da ex-chefe do gabinete da presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha.

    De acordo com o deputado, as investigações da Polícia Federal feitas na operação Porto Seguro, e também as denúncias que se seguiram envolvendo Rosemary, indicam que as atribuições de Rosemary iam além do cargo no gabinete da presidência. “Ela tinha influência até na nomeação de diretores de bancos (estatais) e negócios do governo. Há uma série de coisas acontecendo. Ela se reuniu diversas vezes com representantes do Banco do Brasil, tem de ser investigado”, argumentou o deputado.

    Bueno incluiu no documento uma solicitação de aprofundamento nas investigações sobre eventual influência da ex-funcionária nas negociações que definiram o comando do Banco do Brasil e do fundo de pensão do banco, a Previ, e também da aquisição do banco Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. “Isso pode ser tráfico de influência”, justificou. De acordo com o MPF, o documento agora será encaminhado ao gabinete do procurador responsável, responsável pela avaliação do caso.

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