Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br
A utilização de cartão eletrônico de acesso para verificação de frequência dos servidores do GDF não ficará restrita às unidades de saúde. Em 18 meses, o governo quer ter o controle de todos os 190 mil funcionários públicos. A preparação para o processo, chamado de Modernização do Sistema Integrado de Gestão de Pessoas, já começou, e o próximo passo é licitar a execução do sistema, que custará ao GDF R$ 25 milhões. Com maior controle da folha de pagamento, a expectativa é economizar no mínimo 3% dos gastos com a folha, total de R$ 30 milhões por mês.
A implementação do sistema nas unidades de saúde foi anunciada no primeiro semestre e deve ser finalizado até 1º de novembro no Hospital de Base. Em 2011, com horas extras para a categoria, foram gastos R$ 94 milhões, e, nos primeiros três meses deste ano, foram R$ 27 milhões, valor que corresponde 43% a mais que o mesmo período em 2011. “Estamos contratando o novo sistema, com chip, e teremos o controle exato de todos os funcionários e da folha de pagamento. A economia será de 3% a 5% do que é pago, hoje”, explicou o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda.
A nova identidade funcional dos servidores será um crachá padronizado, com gravação de dados e características de segurança que garantirão autenticidade do cartão. O novo sistema ajudará no controle de acesso aos prédios públicos, de presença, além de ser um documento de identificação (veja ao lado). “Quem não quer este tipo de controle é porque não quer trabalhar. Quem cumpre com o horário não terá problema”, observou o secretário.
O DF tem 93 unidades administrativas, com 190 mil servidores, no total. O novo sistema vai modernizar, ainda, os cálculos para a folha de pagamento. Com o programa atual, que é utilizado há 18 anos, são necessárias 18 horas de trabalho para rodar a folha. Cálculos de pagamentos atrasados ou de acertos de contas, por exemplo, são auditados manualmente.
A correção de falhas, como pagamento de auxílio alimentação duplicado e de gratificações indevidas, estará, segundo Lacerda, entre os benefícios do novo sistema: “Se já economizasse 1% seria bom, mas estamos lidando com a possibilidade de ter uma administração melhor, que possa avaliar, comparar, e melhorar o desempenho do servidor”.
De acordo com o cronograma do governo, a licitação para escolha das empresas está prevista ainda para 2012. Testes de conformidade, com tiragem de folha de pagamento e cálculos retroativos serão feitos e o governo espera começar o processo em abril.
Uma das possibilidades é começar pelas secretarias de Saúde e Educação, por conta do grau de complexidade.