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Política & Poder

PGR continuará a negociar delação de Vorcaro após rejeição da PF

Internamente, o entendimento da PGR é de que tratativas de um acordo da dimensão do que o dono do Banco Master tenta fazer não se encerram na primeira proposta, e nem de maneira rápida

Redação Jornal de Brasília

21/05/2026 8h27

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Foto: Reprodução

JOSÉ MARQUES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Apesar da rejeição da delação de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal, as negociações continuarão sendo feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Internamente, o entendimento da PGR é de que tratativas de um acordo da dimensão do que o dono do Banco Master tenta fazer não se encerram na primeira proposta, e nem de maneira rápida.

O processo, de acordo com a visão do órgão, é lento e deve ser feito levando em conta expectativas razoáveis de tempo.

A delação depende, por exemplo, de que o colaborador se lembre de detalhes dos episódios que devem ser relatados e de que a defesa consiga levantar documentos e outras provas que comprovem essas situações.

A continuidade da negociação não significa que a PGR irá aceitar a colaboração, mas que pretende aguardar os novos elementos apontados pelas defesas para decidir se dará continuidade ao procedimento.

Na noite desta quarta-feira (20), a PF rejeitou o acordo do ex-banqueiro por considerar as informações apresentadas por Vorcaro como insuficientes.

A avaliação da PF é que os relatos feitos pelo ex-banqueiro não eram relevantes para justificar o acordo e não foram além das provas que já haviam sido obtidas nas apurações do caso.

Formalmente, Vorcaro ainda pode apresentar novas informações também à PF, na tentativa de convencê los a aceitar um acordo. Autoridades que acompanham o caso, no entanto, afirmam ser pouco provável que ele tenha sucesso com a corporação.

Uma pessoa diretamente envolvida no caso aponta, de forma reservada, que Vorcaro não admitiu nos anexos entregues aos órgãos fatos que constam em seus próprios celulares, apreendidos em fases da operação Compliance Zero.

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