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Política & Poder

Pendências com a União impedem GDF de receber recursos federais

Arquivo Geral

23/01/2013 8h30

Camila Costa

camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

 

O Governo do DF luta para liquidar as pendências junto à União. Desde 2010, 233 casos inscritos no Cadastro Único de Convênio (Cauc), do Tesouro Nacional, já foram resolvidos, mas a lista ainda guarda 13 pendências, que impedem o GDF de contratar empréstimos e obter recursos federais. A expectativa é limpar a lista de pendências até o dia 31 de janeiro e, ao final, o pagamento estimado junto à Receita Federal poderá chegar a R$ 16,6 milhões.

 

“O primeiro foco foi limpar o CNPJ do governo, que não é fácil, e agora estamos atacando o CNPJ das administrações diretas. O objetivo é liberar as pendências que impeçam os empréstimos que precisa do aval da União”, explicou o subsecretário de Modernização da Gestão da Secretaria de Planejamento (Seplag), Paulo Antenor de Oliveira.

 

Dois dos 13 casos que constam no Cauc aguardam apenas a baixa no sistema, afirmou Paulo – uma pendência com o Instituto de Saúde do DF e outro com a antiga Secretaria de Solidariedade, hoje incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Social. Casos foram parar no Cauc pela ausência da Declaração de Tributos Federais junto à Receita. 

 

A pasta extinta também foi incluída no Cadastro de Inidôneos e Impedidos de Contratar com a Administração Pública (Cadin), em 2002, e o GDF espera decisão judicial sobre uma diferença em um convênio feito com a União para a

aquisição de cestas básicas. O valor da dívida é de R$ 500 mil. “O processo não está concluído e o governo está apurando para depositar em juízo”, explicou o subsecretário. O depósito em juízo funciona para garantir o pagamento. Após decisão da Justiça, se o caso for favorável ao GDF, o valor é retirado. Caso contrário, ficará para a União.

 

CONVÊNIO COM SENADO

Outras três inscrições no Cauc são referentes a um convênio firmado com o Senado, para a área de Segurança Pública. Hoje, o recurso sairia do Fundo Constitucional, criado em 2002 para custear gastos com a segurança pública – no entanto, à época, os investimentos eram feitos por meio de convênios. O convênio fechado custou R$ 16 milhões e, de acordo com entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU), o GDF deve arcar com a diferença de aproximadamente R$ 400 mil que deveriam ter sido pagos entre os anos de 2001 e 2005.

 

“O Senado apurou que não tinha irregularidade no convênio, mas que deveria devolver uma diferença. Entramos com recurso para suspender, pois o governo entende que não tem nada a pagar, já que há irregularidade. Não há concordância quanto a este pagamento, houve prestação de contas e a intenção é não pagar nada”, explicou Paulo Antenor, da Seplag.

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