Foi arquivado na segunda-feira (25) pelo Presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), a representação na qual o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal solicitava aplicação de advertência e censura ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), pelo episódio, em 25 de abril, que o senador dentro do plenário, tomou o gravador de um jornalista da rádio Bandeirantes, apagou a entrevista e ainda ameaçou agredir o repórter por não gostar das perguntas que se referiam ao benefício que ele recebe por ter sido governador do Paraná. Mais tarde, o próprio Requião publicou a gravação em sua página na internet.
A decisão foi tomada por Sarney em 18 de maio, a partir de parecer elaborado pela Advocacia Geral da Casa, mas só divulgada na segunda-feira (25) pela assessoria do Senado.
O parecer sustenta que o senador não configurou quebra de decoro parlamentar ou ameaça de agressão física ao jornalista.
A Advocacia Geral do Senado informa que o sindicato acionou Requião por “apropriação indevida de aparelho gravador utilizado pelo jornalista, ameaça de agressão física com o dizer você quer apanhar? e chacota pública do profissional na Internet, ao chamá-lo de engraçadinho“. O parecer argumenta que o sindicato não teria legitimidade para deflagrar processo administrativo disciplinar contra um parlamentar e que Requião não infringiu normas de conduta por se tratar de um fato isolado.