O empresário Paulo Marinho (PSDB-RJ), suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) disse ter “elementos que comprovam” seu relato feito ao jornal Folha de S.Paulo nos últimos dias.
“Tenho provas, tenho elementos que comprovam o relato que eu fiz. Já adianto que tudo que eu falei vou repetir durante depoimento à PF, rigorosamente igual”, disse ele ao blog da jornalista Andréia Sadi, do portal G1.
Marinho, no entanto, não adiantou as supostas provas. Antes, o suplente de Flávio pediu ao governador do Rio, Wilson Witzel, proteção policial. Ele disse que teve a solicitação atendida.
Acusação
Em entrevista ao ao jornal Folha de S.Paulo, o suplente de Flávio, Paulo Marinho, que também é pré-candidato à Prefeitura do Rio, disse que o filho mais velho de Bolsonaro recebeu informações vazadas da PF sobre investigações que envolvem Queiroz.
Marinho disse que o senador relatou, em uma reunião em dezembro de 2018, que teve conhecimento de forma antecipada sobre a operação. Segundo o suplente, Flávio contou que recebeu o aviso de um delegado da PF do Rio. O agente teria recomendado ao filho de Bolsonaro que tirasse Queiroz do cargo.
Resposta
No domingo (17), Flávio rebateu a acusação, classificando as afirmações como “invenção”. Para o senador, Marinho tem interesse em prejudicá-lo, já que é suplente de Flávio no Senado Federal. “O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena”, alegou o filho do presidente.
PF investiga
A Polícia Federal vai ouvir Marinho no âmbito de inquérito aberto a partir de denúncias do ex-ministro Sergio Moro (Justiça) para apurar se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou interferir indevidamente na PF. Ainda não há data agendada para a oitiva.