Francisco Dutra
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Articulações e tentativas de novas composições marcarão os primeiros passos da política de Planaltina de Goiás nas primeiras semanas de 2013. Na eleição de outubro, o prefeito Zé Neto (PSC) conquistou a reeleição, mas não tem situação confortável na Câmara Municipal. Dos 17 vereadores eleitos, nove são de oposição e oito da base. Por esta razão, o grupo político de Zé Neto trabalha para atrair oposicionistas para a sua frente.
“A maioria absoluta na Câmara no meu projeto é de dois terços dos vereadores. Então, eu preciso de 12 vereadores”, disse Zé Neto. Para o prefeito reeleito, com o término das eleições, abriu-se um período para composição de novas alianças. O prefeito já apresentou propostas para o PT, à frente da oposição no município. “Não sei se eles vêm. Mas também estou fazendo (convite) aos demais partidos. Fiquei dois anos sem maioria na Câmara em outra gestão e o município parou, não andou”, reconheceu.
Para ampliar a base, Zé Neto vai abrir espaços no governo. Para tanto, pretende fazer uma reestruturação administrativa, passando de 15 para 21 secretarias no município. Entre os novos espaços, estão pastas de Habitação, Meio Ambiente e Trabalho. O prefeito nega que a ampliação seja apenas para acomodar futuros aliados. Para ele, é preciso descentralizar para ter maior eficiência.
Na oposição, a aproximação do prefeito é vista com ressalvas. Nomes do PT local descartam qualquer possibilidade de aliança. Além de divergências políticas, muitos temem que o prefeito ofereça apenas os gabinetes e não dê condições reais para que os futuros secretários realizem projetos de relevância.
Oposição
“A posição da oposição é trabalho. Ou seja, nós não queremos fazer oposição ao crescimento do município”, disse Elis Reis de Freitas (PTC), principal rival de Zé Neto nas eleições passadas.